[[legacy_image_295582]] Depois de uma introdução sobre previdência privada na coluna da semana passada, chegou a hora de entender melhor como funciona esse produto. Entre os principais pontos está a forma de tributação a escolher, se PGBL ou VGBL. O PGBL vale a pena para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, abatendo até 12% da renda bruta tributável, como salários. Se a declaração será a simplificada, o melhor é VGBL. A outra diferença entre as duas tributações está no resgate (saque ou ao receber renda). Enquanto no PGBL o IR será descontado sobre o total (principal mais rendimento), no VGBL o desconto será feito apenas sobre o ganho e não no total. No fim das contas, sua opção por um ou outro depende de fazer declaração completa ou simplificada. Se você não tem certeza se vai fazer o formulário completo (ainda não tem deduções, compensando fazer o simplificado), vá de VGBL. Antes de começar a aplicar, o investidor precisa definir se vai optar pela tributação progressiva ou regressiva. A primeira vale mais a pena para quem tem pouca renda (quanto maior o valor, maior será a alíquota) ou possui mais deduções. A progressiva estimula a aplicação de longo prazo e a disciplina. Quem resgata o PGBL logo paga muito imposto, pois o percentual do IR começa com 35%, mas a cada dois anos recua cinco pontos percentuais – de 35% para 30%, depois 25%, 20%, 15% e finalmente 10% no décimo ano do investimento (cada aporte que vai entrando segue essa escada). É um ganho tributário muito grande que vem com o tempo. Se vai sacar logo ou não tem certeza se investirá no longo prazo, a progressiva não tem sentido. O terceiro ponto importante da previdência privada é a portabilidade. Ficou insatisfeito com os resultados do fundo ou concluiu que as taxas estão elevadas? Basta migrar para outro fundo, sendo que PGBL só pode ir para PGBL e de VGBL para VGBL. Há ainda outra vantagem. Não há come-cotas, que é a antecipação de IR dos fundos, como os de renda fixa, que tem esse nome porque reduz o valor da cota. Mas produtos da previdência também não têm Fundo Garantidor. Por isso, é importante escolher banco ou gestora sólidos e diversificar os investimentos, lembrando que antes se deve ter aplicado para emergência (aplicações que permitem saque imediato).