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Previsões para o mercado das startups

Brasil tem mais de 12 mil startups, segundo a Associação Brasileira de Startups; em 2018 eram 10 mil empresas

Por: Leonardo Barbosa Delfino  -  06/05/21  -  21:12
 Previsões para o mercado das startups
Previsões para o mercado das startups   Foto: Unsplash

O Brasil tem 12.700 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) — crescimento de 27% em relação a 2018, quando eram 10 mil empresas. E 20 vezes mais do que em 2011, ano de fundação da Abstartups, que contabilizou 600 negócios à época.


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Startups são empresas de base tecnológica que têm crescimento rápido e escalável — com aumento de ganhos sem inflar os custos.


O ano de 2021 começou há pouco tempo, mas veio acompanhado de muita expectativa para as startups brasileiras. Segundo especialistas do setor, o ecossistema das empresas de inovação deverá contar com um número ainda maior de aquisições e fusões, além do crescimento de aberturas de capital.


Apesar da crise causada pelo novo Coronavírus, em 2020 foi registrado recorde de aportes, além de importantes avanços regulatórios e o surgimento de novos unicórnios, segundo levantamento da empresa de inovação aberta Distrito.


Startups se destacam em 2020 apesar da crise


A pandemia fez o cenário econômico mudar e as medidas de segurança necessárias para garantir a saúde de todos impuseram novos comportamentos. O home office se tornou uma realidade muito mais presente, os serviços delivery ganharam um destaque ainda maior e os pagamentos por aproximação também.


Tudo isso fez o digital se consolidar definitivamente no Brasil e as empresas de tecnologia seguem colhendo os benefícios. Segundo dados revelados pela Distrito, foram fechados 450 contratos de investimentos em startups em 2020. Esse total foi responsável pelo montante de US$ 3,1 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões), um recorde do setor. Outro ponto positivo foi o número de aquisições do setor no ano passado: 140 no total.


Categorias em destaque


Especialistas do setor afirmam que o mercado de startups seguirá colhendo bons frutos em 2021 por conta da aprovação da telemedicina, além dos avanços regulatórios no setor. Sem falar nas amplas possibilidades das fintechs financeiras por conta do Pix e o sistema de Open Banking.


Ano passado, as healthtechs - startups do segmento de saúde - ganharam muito espaço por conta da crise de saúde mundial. Ficando em segundo lugar no número de aportes, com 46 acordos de investimento, atrás somente das fintechs, que fecharam o ano com 84 - segundo informações da Distrito.


Já em volume investido, as fintechs lideraram o ranking, superando US$ 1,5 bilhão em aportes, seguidas por retailtechs (varejo), supply chain (cadeia de suprimentos) e proptechs (imobiliário).


É importante mencionar ainda que 2021 pode ser um ano muito próspero para empresas de comércio eletrônico, mobilidade, educação e alimentação saudável, em virtude das mudanças de hábito dos consumidores. Vale destacar ainda que o mercado imobiliário também deve despontar.


Um dos investimentos mais recentes do SoftBank foi na VTEX, empresa brasileira que desenvolve plataformas de e-commerce. “Você consegue construir uma empresa bilionária só no Brasil sem pensar no mundo todo. O Brasil tem milhões de consumidores, oportunidades do agro a hardware. Bancos, investidores precisam diversificar. E a gente vem de uma safra com bons empreendedores”, destaca Alfredo Soares, vice-presidente Institucional da VTEX.


A empresa desenvolve soluções de e-commerce para 40 mil pequenas e médias empresas, e 2 mil grandes empresas pelo mundo. Está há 20 anos no mercado e encerrou 2019 com um aporte de R$ 580 milhões do SoftBank, e dos fundos brasileiros Gávea Investimentos e Constellation Asset Management.


Outras previsões para 2021


O setor deve atrair ainda mais investidores, que se sentem motivados por uma alta de demanda de produtos e serviços digitais do mercado e ainda pela legislação que promete dar maior segurança jurídica aos empreendedores.


Apesar das empresas de novos setores surgirem com relevância, os principais investimentos devem seguir destinados para as fintechs especializadas em soluções financeiras digitais.


Outro ponto que pode representar vantagens para o setor é a aprovação do Marco Legal das Startups - Projeto de Lei Complementar nº 146/19. A medida visa incentivar a presença das empresas de inovação no país.


De acordo com o texto aprovado, as startups passam a poder contar com o dinheiro de investidores sem que eles necessariamente participem do capital social, direção e poder decisório da empresa. Contudo, os investidores também poderão optar pela compra futura de ações da startup ou resgatar títulos emitidos pela beneficiada, entre outras coisas.


E você, tem uma excelente ideia de empresa de base tecnológica que poderia ter crescimento rápido e escalável? Está aí uma oportunidade!


Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
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