[[legacy_image_149985]] Em meu primeiro pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em abril de 2019, defendi uma tese que carrego desde os tempos de vereador em Santos: a utilização da Via Anchieta exclusivamente para o tráfego de veículos pesados. Sempre digo – passageiro não é carga. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta semana, enfim, uma boa notícia relacionada a essa proposta. O secretário de Estado de Logística e Transporte, João Octaviano Machado Neto, me informou que a Ecovias – concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) – iniciou estudos para viabilizar a medida. É um grande avanço para a mobilidade urbana da nossa região. Por um lado, isso seria bom para os caminhoneiros. Atualmente, todos devem se locomover apenas pela faixa direita da via, enquanto os veículos leves usam a esquerda (rápida). Com a mudança, os caminhões carregados com cargas (pesados) permaneceriam à direita, mas os que estão vazios – como aqueles que vêm ao porto para serem preenchidos –, se movimentariam pela faixa à esquerda. Os deslocamentos, assim, se dariam com maior fluidez. Por outro, os veículos de passageiros (motos, carros, vans e ônibus) ficariam restritos à Rodovia dos Imigrantes. Além de sua estrutura ser bem mais adequada para tal tipo de transporte, as pessoas não teriam de dividir espaço na pista com carregamentos diversos – muitas vezes, as mencionadas cargas perigosas. Além de ser uma preocupação relacionada às áreas de logística e de segurança, trata-se também de uma questão de bom senso. Se a proposta vingar, um outro pesadelo teria seus dias contados para os moradores das nove cidades da Baixada Santista: nós pagaríamos o pedágio – altíssimo, de R\$ 30,20 – e teríamos a certeza de poder utilizar a Imigrantes nos feriados e fins de semana prolongados, quando invariavelmente a concessionária relega os veículos leves em direção ao litoral à Anchieta, junto com caminhões e carretas. Já é um primeiro passo. Esperamos que definitivo.