[[legacy_image_151874]] Está virando uma espécie de Fla-Flu, só que em solo paulista. A discussão sobre a construção de um túnel submerso ou uma ponte ligando Santos e Guarujá retorna ao debate regional, com mais força por estarmos em um ano eleitoral. Neste caso, eu não tenho dúvidas: torceria para os dois times. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Explico. Não há nada que impeça a implantação dos dois equipamentos. Pelo contrário – operando juntos, ambos seriam complementares e tornariam a mobilidade urbana na Baixada Santista, enquanto região metropolitana, muito mais eficiente. Um (ponte) desafogaria a movimentação de caminhões que chega ao porto, a partir da Alemoa (Santos), enquanto o outro (túnel) se tornaria uma opção rápida e moderna para o trânsito de veículos leves, a partir da Avenida Perimetral, em Santos, enquanto opção para a balsa. O Governo Federal garante que a execução do túnel é possível com recursos da iniciativa privada, com a inclusão do projeto na privatização do Porto. Já o Governo do Estado afirma que a proposta do túnel já está praticamente viabilizada por meio de parceria com a Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Se o problema não é mais de onde virá dinheiro, por que não apostar nas duas ideias? É claro, estamos nos referindo ao mundo ideal. Para que tudo possa ser viabilizado é necessário haver vontade e esforço governamental, acima de eventuais rivalidades políticas. O primeiro projeto sobre a ligação seca entre Santos-Guarujá surgiu em 1927 – esperamos não ter de completar um século discutindo algo que, com o tempo, ganhou fama de lenda urbana.