[[legacy_image_132366]] Um dos desafios dos grandes centros urbanos é a convivência harmônica entre pedestres e veículos. O que deveria ser regra, muitas vezes devido a hábitos ultrapassados, ainda é exceção em alguns lugares. Refiro-me à consciência dos dois lados, motoristas e transeuntes, quanto às leis que estabelecem a coexistência de ambos nas vias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Soube, nesta semana, que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos pretende estender o projeto Faixa Viva para toda a orla da praia durante o verão. O programa, que completou 10 anos, é uma excelente iniciativa de ‘pacificação’ entre condutores e pedestres. Serão 18 trechos não semaforizados, que ganharão o acompanhamento dos operadores de trânsito aos finais de semana, quando o fluxo de moradores e turistas é mais intenso. Velhos costumes podem até demorar para ser alterados, mas o Faixa Viva vem obtendo êxito ao longo dessa década. É nítido que a maior parte da população entendeu que uma pessoa a pé, nesses pontos da via, deve ter a preferência para se deslocar. Não apenas idosos ou crianças, mas qualquer ser humano. Isso ocorre não só em países desenvolvidos – em muitos municípios brasileiros, inclusive em solo paulista, os motoristas param espontaneamente ao ver alguém colocar os pés na faixa de pedestres. É cultural, portanto. Mas esse é um processo contínuo de conscientização. Se a maioria aderiu ao programa santista, é possível supor que em alguns anos as novas gerações, que já estarão acostumadas com a medida, tomarão a ação como algo habitual. É assim que se forma cidadãos cientes de seu papel. O motorista não é inimigo do pedestre. No fim das contas, ambos são pessoas. Seja dentro de um veículo ou andando pela rua, ambos devem se respeitar. Sempre.