[[legacy_image_143944]] No mês que estreei este espaço no portal de A Tribuna, em abril de 2019, dediquei uma coluna à decisão equivocada da Secretaria de Estado da Cultura de reduzir o alcance do Projeto Guri (programa sociocultural de inclusão por meio da música para crianças e adolescentes). A medida, dada a pressão geral, acabou sendo suspensa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Me lembro que, naquele texto, exaltei a vocação definitiva da bela Cadeia Velha, no centro de Santos, para as artes. Ali era um dos polos do Projeto Guri. Tempos depois, o prédio histórico passou a abrigar a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). Agora, o imóvel de mais de 180 anos retoma sua verdadeira propensão. O casarão vai sediar o projeto Fábrica de Cultura 4.0, programa do Governo do Estado focado na formação, produção e difusão cultural, tendo como público-alvo jovens (entre 14 e 24 anos) em situação de vulnerabilidade social. Santos foi uma das cinco cidades escolhidas para receber o programa – junto com São Paulo, Osasco, Ribeirão Preto e Iguape. As atividades devem ter início em setembro. Esperamos que até lá a disseminação do novo coronavírus esteja melhor controlada, com a vacinação tendo alcançado os mais jovens e as crianças. Os inscritos no programa poderão aprender (ou aprimorar) uma nova atividade em mais de 100 cursos não só voltados às artes, mas também à tecnologia, à inovação e à criatividade. Ou seja: abre-se um leque de possibilidades para os participantes num momento (temos fé) de pós-pandemia. Não por acaso, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sou membro efetivo das comissões de Educação e Cultura (CEC) e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação (CCTI). Tenho convicção de que as atividades ligadas à cultura ou ao setor de inovações serão determinantes nesse momento de retomada econômica. Criar condições para que os jovens que mais necessitam possam ingressar nessas áreas é vital. O futuro agradece.