[[legacy_image_64118]] Diariamente, pelo menos 2 pessoas por minuto morrem no Brasil vítima da Covid-19, ou seja, são mais de 3 mil pessoas por dia. Infelizmente a Região Metropolitana da Baixada Santista não ficou de fora do caos que se instaurou em todo o país em decorrência do negacionismo e descaso do governo federal em ralação à pandemia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Aqui na região estamos vivendo o desespero da falta de leitos em praticamente todas as cidades da Baixada diante do número crescente de novos casos e do esgotamento do sistema de saúde. Nos últimos dias, cinco das nove cidades da Baixada Santista registraram ocupação máxima dos leitos disponíveis para pacientes acometidos pela Covid-19. Praia Grande, Cubatão, Itanhaém, Peruíbe e Mongaguá já não possuem mais vagas nas UTIs. No município de Santos, que dispõe do maior número de vagas em toda a região, somadas, a ocupação das redes pública e privada já chega a 92%. Diante disso, estivemos reunidos com o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi e o prefeito de São Vicente, Kayo Amado, para tratar da implantação imediata de um Hospital de Campanha junto à estrutura do PS da linha vermelha. No ano passado nós enviamos para o município de São Vicente cerca de 6 milhões para viabilizar o funcionamento desse PS, recursos já pagos na sua totalidade para o município. Ali, já temos toda a estrutura pronta, ou seja, boa parte dos recursos operacionais para transformar em realidade, em poucos dias, um hospital de campanha com pelo menos 30 novas vagas que poderiam salvar dezenas de vidas não só de São Vicente, mas de todos os moradores da região. No Vale do Ribeira, desde a última semana, os hospitais públicos registram ocupação total de leitos Covid-19, a ponto de um idoso morrer aguardando por uma vaga. Nos últimos dias a situação se agravou ainda mais com o relato de profissionais de saúde de que dentro de pouco tempo se esgotaria o oxigênio nos principais hospitais da região. Quem se cala diante de tantas mortes é conivente com elas. Eu, na condição de parlamentar, não vou ficar de braços cruzados assistindo. Tenho trabalhado não só no sentido de viabilizar recursos para que não venhamos a viver aqui no Estado de São Paulo o absurdo de ter que escolher quem terá direito a um leito de UTI e quem não terá, quem vive e quem morre. Concomitantemente, tenho lutado incansavelmente para que o governo federal assuma a sua responsabilidade diante da pandemia e preste contas sobre ela, através do requerimento de minha autoria para a criação da CPI da Covid na Câmara dos Deputados. A região está no limite de leitos para continuar atendendo à população e, enquanto homem público, estou fazendo o que está ao meu alcance para ajudar os nove prefeitos da Região Metropolitana da Baixada Santista a salvar vidas e, nesse momento, o que todos mais precisam são leitos hospitalares.