[[legacy_image_144810]] As fake news são o câncer da sociedade moderna, porque elas corroem valores, deturpam verdades e destroem vidas e reputações. E quando digo destruir vidas eu falo no sentido literal da coisa. Quantas e quantas pessoas não perderam a vida porque acreditaram que a vacina contra a Covid matava, ou que deixava sequelas graves, que tinha um microchip chinês implantado ou até que virariam jacarés? Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esses grupos trabalham com uma organização digna de quadrilhas e são formadas com o objetivo de disseminar e massificar informações mentirosas para manipular o pensamento e, consequentemente, os atos do povo. As pessoas não conseguem ter a dimensão da gravidade disso, questionam que a Justiça ou o Estado obrigar a tomar vacina seria tirania, sem enxergar que estão sendo manipuladas, da maneira mais suja possível, a acreditar em uma mentira que pode custar a própria vida. As fakes news tem um poder avassalador porque elas geralmente chegam através de uma pessoa próxima, que possui credibilidade por ser de um círculo de amigos ou familiares, ou seja, que gozam da nossa confiança. Quem de nós já não recebeu uma mensagem parecida com essa: A irmã de um amigo faleceu depois de tomar a vacina, ou a mãe de um vizinha faleceu depois de tomar a vacina? Agora o novo viral dos radicais extremistas bolsonaristas é “a filha (o) de um amigo faleceu depois de tomar a vacina”. Disseminar uma mentira para manipular a opiniao de alguém e privá-la do direito de salvar a própria vida ou a vida de um ente querido é grave. Agora a declaração do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, em uma nota técnica afirmando que vacinas contra a Covid-19 não têm efetividade nem segurança, mas que a hidroxicloroquina tem, não é irresponsável, é criminoso. É um absurdo sem tamanho que um órgão do Governo Federal se posicione oficialmente contra a vacina e incentive a utilização do famigerado Kit Covid em uma nota técnica, indo totalmente na contramão da Organização Mundial da Saúde e especialistas do mundo inteiro. Em um momento como o que estamos vivendo, com a nova variante Ômicron varrendo o Brasil e o mundo, e o número de novos casos no país batendo recordes diários, insistir nessas teorias insanas anti-vacinas é um retrocesso sem tamanho. Se hoje mesmo com o número de casos crescendo 200% os registros de óbitos não estão acompanhando devemos isso a um nome: VACINA, e não hidroxocloroquina e muito menos Jair Bolsonaro, o presidente que entrará para a história como o grande sabotador do Brasil. Mais uma vez o que estamos vendo o governo federal fazer é confundir e não esclarecer. Totalmente ao contrário do seu papel. Já não há mais dúvidas quanto à eficácia do imunizante contra a Covid-19. Hoje cerca de 90% das pessoas internadas em UTIs acometidas pela doença são não vacinados. Se esse dado não é suficiente, olhe para o lado. Ano passado nessa mesma época iniciávamos lockdowns pelo Brasil todo, nova onde de comércios e escolas fechadas e sistema de saúde a beira de um colapso, com pessoas morrendo sem oxigênio em Manaus e a maior cidade do Brasil, São Paulo, vendo sua rede hospitalar chegar à ocupação de quase 100%, mesmo com a ampliação frenética de leitos. Não existe comparação entre vacina e cloroquina. O gráfico decrescente de mortos no nosso país é a maior prova da eficácia de uma e da ineficácia da outra. Nem a economia e nem o povo brasileiro aguentam uma nova onda de Covid-19 e até agora o único mecanismo para frear a disseminação da doença é a imunização. Por isso a vacina é tão importante e qualquer ação contra ela tão grave!