(Reprodução/Instagram) Foi celebrado na última sexta-feira o Dia do Sexo. O golpe de marketing de uma conhecida marca de preservativos brinca com a data: o 6/9 vem para celebrar o impulso – ou a pulsão – preferido dos seres viventes. E quem brinca com quase toda a espécie viva da face da terra e o hábito do prazer e da reprodução é o compositor americano Cole Porter. A sua genial canção Let’s Do It (Let’s Fall in Love), foi composta em um inacreditável e longínquo 1928 para o musical Paris, o primeiro grande sucesso do genial compositor na Broadway. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A composição reitera que pessoas de várias partes e animais de todas as espécies fazem amor. E, em uma quase cantada deliciosa, conclui sempre em seu refrão que, se todos fazem, então façamos, vamos amar. Entre as inúmeras versões que ela ganhou mundo afora, destaca-se seguramente a de Ella Fitzgerald, lançada em 1957 com um luxuoso acompanhamento da Orquestra Sinfônica de Londres, conduzida por Buddy Bregman. Let’s Do It (Let’s Fall in Love) ganhou uma versão em português, ao lado de várias obras essenciais de Porter, no projeto de 1991 do poeta e compositor Carlos Rennó Canções, Versões. Anos depois, em 2002, a cantora Elza Soares a lançou em seu álbum Do Cóccix até o Pescoço, com participação do amigo, cantor e compositor Chico Buarque (ambos na foto ao lado). A gravação, com produção musical impecável de Zé Miguel Wisnik e Alê Siqueira, é primorosa, pra dizer o mínimo. Os scattings (técnica jazzística de vocalização para improvisar melodias) de Elza contrastam com o comedimento do cantor, preenchendo a canção de bom-humor e encanto. No final das contas e da canção, fica irresistível perguntar, em qualquer data: “façamos, vamos amar”.