Melo disputou o 1º Campeonato Santista (Divulgação) Idivaldo dos Santos Melo é de São Gonçalo, município localizado na região metropolitana do Rio de Janeiro. Nascido em 29 de fevereiro de 1948, foi registrado com a data de 15 de julho e chegou a Santos aos 4 anos de idade. Seu pai, Ivo de Melo, foi primeiro-piloto da Marinha do Brasil. O oficial recebeu medalha de honra pela bravura e heroísmo ao ter seu navio atingido durante a Segunda Guerra, sobreviver e ainda salvar duas mulheres no naufrágio. Embarcado em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia, entre o Rio Peruípe e o Oceano Atlântico, Ivo conheceu a jovem Adelina, casaram-se e viveram em São Gonçalo antes da mudança para Santos. Idivaldo é o segundo entre os três filhos homens do casal. A família morava na Rua Araguaia, no Canal 2. Seguindo a tradição de frequentar a praia, Idivaldo, o Melo, curtia deslizar de sonrisal e pegar onda de jacaré, até que o amigo Santana apresentou uma reportagem da Surfing Magazine. Sem condição de comprar uma prancha importada, eles surfaram na onda do madeirite e depois da caixa de fósforo. Então, Santana aprendeu a fazer prancha de isopor com resina, fez a dele, depois a do João Jerônimo, e finalmente, a do Melo, uma longboard com listras vermelhas e amarelas. Nas suas andanças pelas praias de Santos, para surfar ou jogar bola - ele era sobrinho de Ivan, um dos grandes nomes da equipe do Santos Futebol Clube nos anos 1950 – Melo fez muitos amigos, entre eles Durval, Cítero Sete Cabeças, Nando Gouveia, Bidu, Carlos e Eduardo Argento, Gringo, Peitinho, Preto, Fernando Buana, Nando Gordo, Fausto, Marco Troia, Allan Torrecilla, Lacraia e Zizi Passarelli. Nessa época, seu jeito briguento lhe rendeu um apelido. Melo estava sempre metido em confusão, dentro ou fora d’água. Ele gostava de brigar, de enfrentar dois ou três de uma vez só. Antes de remar, Melo já gritava que a onda era dele. Se tivesse ameaça, ele esperava no raso, toreando a turma e chamando pro pau. Certo dia, numa roda de amigos, um foi dando apelido pro outro, e Idivaldo Melo foi chamado de Negada pela primeira vez. A partir daí, era Negada para cá e para lá. Em 1970, Melo disputou 1o Campeonato Santista de Surf na Praia do José Menino. Porém, depois do falecimento do pai, Negada parou de surfar e começou a trabalhar para ajudar nas despesas de casa. Casou aos 31 anos com Melina, falecida em 2020. Em 1989, para acompanhar o nascimento da neta Sabrina, o casal viajou aos Estados Unidos e acabou ficando por lá. Negada se estabeleceu no exterior por mais de 20 anos, trabalhou na produção em mármore e granito e surfou esporadicamente durante suas férias. Em 2011, voltou ao Brasil. Hoje, aos 76 anos, vive em Santos curtindo a família. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal