Luana Silva é campeã mundial júnior (Cait Miers/WSL) Ela nasceu no dia 7 de maio de 2004, em Oahu, no Havaí, e cresceu nas ondas sagradas da ilha para fazer história no surfe mundial. Filha de pais brasileiros, Luana Silva garantiu sua dupla cidadania e foi representando o Brasil que a jovem se tornou a primeira surfista brasileira a conquistar o Mundial Júnior de Surfe. No último sábado, ela derrotou a japonesa Kana Nakashio por 12.33 contra 11.67 pontos na final do Campeonato Mundial da WSL realizado em San Juan, nas Filipinas. A disputa da bateria foi dramática. A campanha de Luana pelo título começou com uma segunda colocação na bateria de abertura em San Juan. Na sequência, ela se garantiu nas oitavas vencendo a filipina Mara Lopez, passou para as quartas superando a americana Reid Van Wagoner e chegou ao Finals Day vencendo a espanhola Annette Gonzalez Etxabarri. Na semifinal, disputada na sexta-feira, derrotou a australiana Rosi Smart e assim se classificou para a decisão histórica. Luana Silva saiu na frente da japonesa Kana Nakashio com duas boas ondas. Depois de um período sem ondas e caminhando para o fim da bateria, as surfistas fizeram quatro notas nos últimos cinco minutos e se alternaram na liderança, mas a brasileira levou a melhor, garantiu a vitória na última onda da bateria com o cronômetro zerado e escreveu seu nome da história do surfe mundial. Luana Silva competia os torneios de base e divisões de acesso pelo Havaí e em competições internacional pelos Estados Unidos. Após muita reflexão, ela anunciou a mudança de nacionalidade esportiva em 2022 e oficializou a alteração no início da temporada 2023 do surfe. Tempo suficiente para se posicionar entre as melhores surfistas do Brasil e do mundo. Dia do Surfista A cerimônia pela 21ª edição do Dia do Surfista, instituído pela Lei Municipal 2.172, de 2003, de autoria do então vereador Fábio Nunes, será realizada nesta terça-feira (21), às 17 horas, na varanda da Pinacoteca Benedito Calixto, o último casarão de frente à praia de Santos, onde nasceu o surfe no Brasil. Na ocasião serão homenageados, com as areias sagradas da praia, quatro surfistas que contribuíram para a história do surfe na Cidade. O evento, gratuito e aberto ao público, terá a presença da banda Surf Groove e conta com o apoio cultural da Duke Surfboards, empresa associada ao projeto social Repaz - Ensinando a Pescar. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal