[[legacy_image_283638]] Quando Albino Leme do Prado foi transferido pelo Banco do Brasil para a cidade de Santos, não poderia imaginar que a vida dos filhos Sérgio e José Cláudio seria transformada. Nascidos em Campinas, Sérgio (19/07/1952) e José Claudio Gadelha (08/03/1955) chegaram a Santos em 1959 e logo foram atraídos pelo mar. Os irmãos moravam na rua Rio de Janeiro, no familiar bairro da Vila Belmiro, e como todas as crianças divertiam-se jogando bola e empinando pipa. Foi o amigo Luiz Manuel, morador da vizinha rua Augusto Paulino, que chegou com a novidade, em 1968. O menino trazia uma prancha caixa de fósforo e a revolução contagiou a todos. Depois da primeira onda surfada no Canal 2, Sérgio, José Cláudio, o primo Calota e o amigo Luiz Manuel trocaram a diversão das ruas pelas ondas do mar. O movimento de surfistas que passavam pela praia vindos do Canal 3 era intenso. Eles descobriram que os surfistas passavam por ali para atingir as ondas do Itararé. Assim, acabaram fazendo amizade com o Santana, Fernando Buana, Paulo “Máquina”, Gringo, Melo, Fernando “Dragão”, Banana, Caramez, entre outros. Depois vieram o Luiz Zé, Marcinho, Oracio, Cisco Araña e os irmãos Lequinho, Almir e Picuruta Salazar. Com a construção do emissário, a galera estava formada. Grandes surfistas que passaram a representar a cidade no estado de São Paulo e no País, ato importante para garantir o futuro do Parque Roberto Mário Santini, o Quebra-Mar. O tempo passou e já no final da década de 1970, Sérgio entrou na Universidade de Engenharia Civil de Taubaté, quando participou do seu primeiro e único campeonato, o Universitário de Surf de 1982, vencido pelo Cisco e organizado pelo Marcos Bukão, Ika Cangiano e Fábio Jacuí. A derrota logo na primeira bateria foi o convite para ajudar na comissão de arbitragem. Começava ali a carreira de árbitro e organizador de grandes eventos ligados ao surfe. Quando explodiu o surfe de competição no Brasil, Sérgio já tinha experiência e trabalhou em grandes eventos apoiados pelas marcas de expressão, como Olympikus, OP, Town & Country, Fico, Lightining Bolt, todos pela ABRASP, ao lado de Marcelo Spinelli (Mastrô). Com a volta do surfe internacional ao Brasil, o Hang Loose Pro Contest de 1986 definiria a trajetória de sucesso de Sérgio. A partir de 1989, com as novas oportunidades, José Cláudio, a convite do irmão, ingressou na carreira em eventos amadores. Em 1991, ele fez seu primeiro evento internacional em Barbados, seguido dos mundiais pela ISA na França, Brasil, Estados Unidos, Portugal e África do sul, sempre representando o País. José Cláudio também foi diretor técnico da CBS (Confederação Brasileira de Surf) e hoje atua como Head Judge nos Circuitos Paulistas e como árbitro da CBS. Sérgio Gadelha segue como arbitro da WSL Latin America e coordenador dos cursos de árbitros da ISA, International Surf Association. Um dos seus grandes legados na WSL Latam foi promover, junto ao Roberto Perdigão, os ex surfistas profissionais para as carreiras de árbitros de surfe. Essa iniciativa elevou o nível de julgamento, aliando o feeling de competição dos surfistas aos critérios de julgamento, criando uma escola de arbitragem brasileira sólida e respeitada no mundo. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal