[[legacy_image_198198]] Em minha estreia como colunista do Histórias do Surfe, vou contar como foi o começo do meu envolvimento com a cultura surfe, pois esse princípio pavimentou um projeto de toda uma vida envolvida pelo amor ao mar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Comecei a surfar em 1986 nas praias de Marataízes, no Espírito Santo, em uma viagem em família, na qual ganhei minha primeira prancha, uma triquilha 5´8. Porém, as primeiras ondas deslizadas foi deitado, e às vezes tentando levantar, anos antes, na Praia Grande, mais precisamente no Boqueirão, as pranchas de isopor quebravam. Aquelas ondas que eu descia a mil, sem freio, ficaram gravadas em minha mente para sempre. Depois de muitos anos surfando, muitas viagens e algumas aventuras, tive meu primeiro contato com a fotografia enquanto morava em 2001, em Boston, onde me presentearam com um rolo de filme preto e branco e meu mundo praticamente mudou, pois passei a ver tudo com um olhar mais apurado e estético. Na fotografia, minha maior influência foi Sebastião Salgado, que fez do preto e branco sua marca. Anos depois, em 2005, tive a ideia de começar a fotografar os ícones do surfe santista e a cultura de praia de nossa Cidade. Logo no começo tive o apoio do meu amigo Herbert Passos Neto, que financiou o projeto, e durante um ano fotografei desde os primeiros surfistas do Brasil, Thomas e Margot Rittscher, passando pelos irmãos Paioli, Picuruta Salazar, Cisco Araña, Homero, os irmãos Mansur, a galera do Quebra-Mar, até surfistas da nova geração na época, como Andrew Serrano e Cassio Sanches, entre tantos outros. Naquele tempo eu não tinha carro e trabalhava em uma fornecedora de navios no Porto, então usava o horário do almoço para ir correr pelas ruas da Cidade, indo de personagem em personagem, fotografando e escutando as tantas histórias. Depois do projeto concluído, o livro foi publicado pela Editora Cosmmos do publisher Romeu Andreatta, editor da revista Almasurf. O livro se tornou um pequeno marco na história do surfe brasileiro, pois foi um dos primeiros a trazer o lado cultural do esporte, que a meu ver é uma arte e não uma prática atlética em si. O lançamento do livro Alma Santista foi numa quinta-feira, dia 15 de junho de 2007, em uma Pinacoteca Benedito Calixto lotada, o que também foi histórico, pois foi a primeira vez que o surfe entrou no suntuoso casarão. Acompanhe essa e mais histórias no instagram @museudosurfesantos.