<p data-end="530" data-start="136">Nascido em Natal, capital do Rio Grande do Norte, no dia 14 de outubro de 1961, Felipe Dantas integrou o grupo pioneiro que consolidou o surfe potiguar, explorando picos e bancadas de pedra desconhecidas e ajudando a divulgar praias do estado para o resto do mundo. Era a época em que muitos dos locais que hoje são destinos clássicos eram acessados apenas por trilhas ou descobertos na remada.</p> <p data-end="864" data-start="532">O surfe em sua vida foi introduzido pelo pai, Milson Dantas, em 1968. A família passava longas temporadas em Ponta Negra, onde possuía uma das primeiras casas da praia. Foi ali que Felipe começou a surfar com o irmão Jorge Dumbo, utilizando uma prancha artesanal construída pelo próprio pai com lona, isopor, madeira e resina epóxi.</p> <p data-end="1072" data-start="866">Nos anos 1980, Felipe Dantas tornou-se um dos principais surfistas do Nordeste. Em 1984, viveu um momento histórico ao ter uma foto sua executando um aéreo em Baía Formosa publicada em uma revista de surfe.</p> <p data-end="1450" data-start="1074">Em 1987, Felipe participou do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional, um marco no desenvolvimento do surfe competitivo no País. Nesse circuito inaugural, ele garantiu um lugar de destaque ao terminar na 12ª posição no ranking geral, resultado que reforçou sua presença entre os principais surfistas brasileiros da época e consolidou sua representatividade nacional.</p> <p data-end="1769" data-start="1452">Felipe Dantas seguiu competindo pelo Brasil e no exterior e, em 1993, um evento marcou sua trajetória profissional. O surfista recebeu o convite para participar da etapa Alternativa Pro, pelo Circuito WCT/ASP, na Barra da Tijuca, avançou duas fases e acabou perdendo para o campeão Dave Macaulay nas oitavas de final.</p> <p data-end="2098" data-start="1771">Sempre atento a marés, fundos e condições de vento, Felipe Dantas ajudou a identificar e divulgar picos de surfe do litoral potiguar, como as ondas de Pipa e dos corais da Baía Formosa. Além disso, realizou inúmeras surftrips internacionais, especialmente para a Indonésia, onde surfou em Nias e em outras ilhas do arquipélago.</p> <p data-end="2560" data-start="2100">Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória está ligado à descoberta e exploração do surfe em Fernando de Noronha. Na Cacimba do Padre – hoje considerada uma das melhores ondas do Brasil – ele surfou quando quase ninguém frequentava o local, reforçando uma conexão singular, já que seu tio-avô era o padre associado ao nome da praia. Também esteve entre os primeiros a surfar o Boldró, outro pico que viria a se tornar um dos pilares do surfe noronhense.</p> <p data-end="2848" data-start="2562">Dessa fase surgiu uma imagem que marcou época: a foto de um tubo registrado de dentro da onda em Fernando de Noronha, que se tornou capa da revista Fluir. A imagem foi feita pelo fotógrafo Bruno Alves, então editor da revista, e ajudou a mostrar ao Brasil o potencial das ondas da ilha.</p> <p data-end="3051" data-start="2850">Além das descobertas e viagens, Felipe produziu o filme Brasil Secreto, dedicado a revelar ondas pouco conhecidas da costa brasileira, reforçando seu papel na divulgação do surfe e da cultura oceânica.</p> <p data-end="3467" data-start="3053">Seu nome aparece frequentemente entre os personagens importantes da história do surfe potiguar, como o shaper Ronaldo Barreto da Radical Surfboards, que o acompanha desde 1975, e ao lado de atletas como Sérgio Testinha, Joca Júnior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Jadson André e Ítalo Ferreira, atual líder do Circuito Mundial, todos reconhecidos por ajudar a colocar o Rio Grande do Norte no mapa do surfe do mundo.</p> <p data-end="3722" data-start="3469">Dos anos 2010 até hoje, Felipe Dantas mantém uma rotina ativa e segue surfando em alto nível técnico por todas as ondas do planeta. Sua longevidade o consolida como um surfista exemplar, capaz de unir experiência, domínio técnico e dedicação ao esporte.</p> <p data-end="3861" data-start="3724">Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal.</p>