Erin e seu quiver de pranchas diversificadas (Stephen Back) Erin Brooks nasceu no Texas em 17 de julho de 2007, cresceu no Havaí e começou a surfar em Lahaina, na Ilha de Maui. Sua determinação e postura na água não vieram por acaso. A busca pelo alto rendimento teve como espelho o irmão, Jacob Brooks. Ele é nove anos mais velho e serve na Guarda Costeira dos Estados Unidos. Em 2017, a família mudou-se para o North Shore de Oahu, onde Erin aperfeiçoou a sua técnica com seu coach Kahea Hart nos tubos mais pesados da ilha. A escolha de defender o Canadá veio por causa do avô. O primeiro pedido de cidadania deu errado por conta de uma trava na lei local, mas ela conseguiu a cidadania depois que a Justiça considerou essa regra inconstitucional. Sua ascensão nos campeonatos aconteceu de forma meteórica: Erin conquistou o ouro no ISA Games Juniors aos 15 anos e, no ano seguinte, a prata no ISA Games Worlds e o ouro no Challenger Series (WSL) em Saquarema. Em 2024, ainda com 17 anos e surfando como convidada, chocou o Circuito Mundial ao vencer o Fiji Pro, derrotando Caitlin Simmers nas quartas de final, Molly Picklum na semifinal e a medalhista olímpica Tatiana Weston-Webb na decisão. No mesmo ano, cravou o quarto lugar no Challenger Series (WSL) e garantiu sua vaga na elite para 2025, quando levou o prêmio de revelação do ano. Mas o que ela fez novamente em Cloudbreak, nas Ilhas Fiji, em 2026, colocou a surfista em outro patamar. Erin entubou em uma craca pesada, sumiu lá dentro e saiu limpa para arrancar um 10 unânime dos árbitros. Nesse dia, nenhum outro surfista – homem ou mulher – conquistou a nota máxima dos jurados. “Achei que a bola de espuma ia me pegar, mas a onda simplesmente me deixou passar”, mandou ela na saída da água, com a simplicidade de quem faz o impossível parecer fácil. Somando a nota perfeita a um 8.00, cravou 18.00 pontos na bateria e despachou a australiana Sophie McCulloch. Superando a campeã olímpica Caroline Marks no caminho, Erin levou o título em Fiji e engatou uma sequência inacreditável: somou as vitórias em Teahupo'o, Cloudbreak e Lower Trestles. Com essa trinca consecutiva, tornou-se a segunda mulher na história da WSL a vencer três etapas seguidas do Mundial no mesmo ano, cravando de vez seu nome na elite do surfe mundial e tornando-se uma potencial candidata ao título de campeã mundial profissional em 2026. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal