<div data-is-intersecting="true" data-turn-id-container="42b4bcbc-b004-42a8-bc5e-8bd50476388c"> <section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&:has([data-writing-block])>*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-(--sticky-padding-top)" data-testid="conversation-turn-5" data-turn="user" data-turn-id="42b4bcbc-b004-42a8-bc5e-8bd50476388c" data-turn-id-container="42b4bcbc-b004-42a8-bc5e-8bd50476388c" dir="auto"> </section> </div> <div data-is-intersecting="true" data-turn-id-container="request-WEB:23637d0c-4af6-40f2-8bed-3932112e21f1-2"> <section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&:has([data-writing-block])>*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" data-testid="conversation-turn-6" data-turn="assistant" data-turn-id="request-WEB:23637d0c-4af6-40f2-8bed-3932112e21f1-2" data-turn-id-container="request-WEB:23637d0c-4af6-40f2-8bed-3932112e21f1-2" dir="auto"> <div class="text-base my-auto mx-auto pb-8 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)"> <div class="[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn" data-conversation-screenshot-content=""> <div class="flex max-w-full flex-col gap-4 grow"> <div class="min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+&]:mt-1" data-message-author-role="assistant" data-message-id="e7322845-0985-440d-9477-bee35064c618" data-message-model-slug="gpt-5-6-mini" data-turn-start-message="true" dir="auto" tabindex="0"> <div class="flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden"> <div class="markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling"> <p data-end="582" data-start="0">Marco Antônio Rocha Cordeiro, o Buru, nasceu em São Paulo, em 25 de maio de 1956, e cresceu no Largo do Arouche, no Centro da Capital, ao lado do irmão Mario do Nascimento Cordeiro, o Mariola, quatro anos mais velho. Filhos de uma família de origem portuguesa – o pai, Mario do Nascimento Cordeiro, um imigrante português, chegou ao Brasil após a Primeira Guerra Mundial, e a mãe, Wanda Rocha Cordeiro, era neta de portugueses –, os irmãos tinham, apesar da vida urbana, uma relação próxima com o mar. Os pais viajavam frequentemente ao Rio de Janeiro e se hospedavam em Copacabana.</p> <p data-end="899" data-start="584">O surfe entrou em suas vidas em 1969, quando uma amiga presenteou Mariola com uma Paipo, pequena prancha destinada a ser usada como surfe de joelhos, trazida dos Estados Unidos. Aos 18 anos, Mariola começou a descer a serra para surfar e passou a levar o irmão, então com 14. Veio depois um Glaspac MK3, emprestado.</p> <p data-end="1396" data-start="901">Entre 1969 e 1970, Buru, Mariola e o amigo Denizar atravessaram a pé a Praia da Enseada, no Guarujá, carregando o pesado Glaspac até Pernambuco, onde acamparam. Na bagagem, além do equipamento, estava um violão – companheiro das primeiras surf trips. A convivência com a turma que incorporava a cultura do surfe no Guarujá aproximou os irmãos de nomes como Thyola, Brito, Zé Roberto Rangel, Dragão, Cokinho e Flavinho La Barre, de quem adquiriu sua primeira prancha, em troca por um macacão Lee.</p> <p data-end="2069" data-start="1398">O espírito empreendedor nasceu da própria necessidade de continuar surfando. Excelente artista plástico, pintor, escultor e maquetista, Mariola começou a pintar à mão camisetas com motivos de Havaí e surfe, vendidas para a turma de São Paulo e do Rio. Como a importação de produtos estrangeiros era restrita, as camisetas encontraram mercado e ajudaram a financiar as viagens dos irmãos. Ao mesmo tempo, Buru passou a produzir cordinhas de látex. Em 1975/76, os dois criaram a Buru e Mariola Surf Products, segundo Buru, pioneiro na fabricação de cordinhas de surfe, vendendo em diversas lojas, inclusive nas pioneiras Terral, no bairro Pinheiros, e na Franete, da Mooca.</p> <p data-end="2446" data-start="2071">A experiência levou Buru ao primeiro grande episódio da indústria brasileira de surfwear: Em 1978, associou-se a Sidney Sidão Tenucci. Inicialmente, os dois trabalharam com acessórios e equipamentos Lightning Bolt – cordinhas, capas de prancha, sacolas, skates e parafinas. As limitações existentes para prancha e vestuário, porém, levaram os sócios a procurar outro caminho.</p> <p data-end="2829" data-start="2448">Foi então que surgiu a Ocean Pacific, a OP. Buru e Sidão identificaram a marca em uma revista estrangeira, registraram Ocean Pacific Indústria e Comércio de Artigos Esportivos Ltda. no Brasil e transformaram a empresa em uma das maiores responsáveis pela expansão do surfwear paulistano. A OP apostou em produtos inéditos, entre eles as famosas carteiras de nylon e as calças Bali.</p> <p data-end="3305" data-start="2831">Buru permaneceu como sócio até 1979/80. Em 1984, voltou a empreender ao lado de Mariola e do pai, criando a Captain Gull, marca genuinamente brasileira, inicialmente ligada à moda náutica. Com o slogan “Viemos do mar para vestir você”, a empresa saiu de uma pequena loja no Guarujá para chegar ao Shopping Iguatemi, em São Paulo, alcançando 11 filiais em apenas três anos. Em 1987, após a venda da Captain Gull, Buru encerrou sua trajetória empresarial no comércio do surfe.</p> <p data-end="3710" data-start="3307">O violão que acompanhava as primeiras viagens de Marco Buru e Mariola pelas praias do litoral brasileiro não foi apenas um companheiro de estrada. Anos depois, aquela paixão ganharia novos caminhos: Marco decidiu tornar-se músico profissional, abriu um estúdio em São Paulo e iniciou uma trajetória que o levaria a trabalhar com artistas importantes e a desenvolver sua própria carreira como compositor.</p> <p data-end="3834" data-start="3712">Hoje ele vive no Guarujá com sua esposa Rosana. Eles são pais de Janaína, Acauan e Thie. Seu irmão Mariola morreu em 2000.</p> <p data-end="3972" data-start="3836">Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do Surfe @diniziozzi - o Pardhal</p> </div> </div> </div> </div> </div> </div> </section> </div>