[[legacy_image_203294]] Até onde o surfe e a música andam juntos? Mauricio Alves Fernandez, mais conhecido como Boka, nasceu em Santos, em 1971, é o baterista da lendária banda de hardcore/crossover Ratos de Porão desde 1991 e um surfista aficionado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Seus primeiros contatos com o mar foram por intermédio dos pais, quando era levado para brincar na praia. Começou na natação aos 10 anos de idade, e competiu dos 11 aos 16 anos pelos clubes Vasco da Gama e Santa Cecília. Dos 35 aos 40 anos, competiu em travessias em águas abertas pela Unimonte e Sest/Senat, chegando a ser campeão da categoria 35-40 anos da Maratona Aquática 14 Bis, nadando 24km pelo Canal de Bertioga. De tanto frequentar a praia na adolescência, começou a surfar aos 18 anos na Praia de Pernambuco, no Guarujá, com amigos. Boka lembra que a primeira vez foi em um bodyboard e, ao sentir a velocidade e poder da onda, sabia que tinha que tentar ficar de pé em uma prancha de surfe. Começou a andar no Quebra-Mar, onde teve como influência os irmãos Salazar, Rogério Alemão e Daniel Miranda, entre outros. Nessa época, pegou as melhores ondas de sua vida, “as famosas direitas que quebravam perto das pedras do Emissário e iam quase até o Canal 1”, isso no final dos anos 1980. Seu começo no mundo da música foi tocando bateria na banda PsychicPossessor, no final dos anos 1980, antes de entrar para o Ratos de Porão, ocasião na qual enfrentou certa resistência por causa do visual colorido e cabelo parafinado, bem diferente do mundo preto e branco do punk paulistano. Segundo Boka, essa diferença ficou apenas no visual, pois a música rapidamente os uniu e dissolveu qualquer preconceito. Nas turnês pela banda, teve a oportunidade de surfar na Costa Rica, Peru, Ilhas Canárias, País Basco, entre tantos outros lugares. Em 2018, quando passou uma semana com a família no Chile, surfou as esquerdas de Punta de Lobos, com ondas quase intermináveis que marcaram sua vida. Sobre a relação do surfe com a música, Boka acha que as duas andam juntas, mas não se misturam. “Música e surfe são minha vida, mas a música, por ser minha profissão, tem um lado mais técnico e perfeccionista que o surfe não possui. Surfe pra mim é liberdade e contemplação”. Boka tem seu próprio selo e gravadora, a Pecúlio Discos, com sede aqui na Cidade desde 1997, e além de continuar como baterista do Ratos de Porão, tem como projeto paralelo a banda Apnea, que lançará seu primeiro álbum em setembro. Para saber mais acompanhe no Instagram @peculiodiscos, @ratosdeporao e @apneaband. Essa e outras histórias no Instagram.