(Adobe Stock) Você já se deu conta de como a tecnologia está correndo em ritmo de maratona ultimamente? A inteligência artificial chegou chutando a porta e agora, a nossa internet está cheia de textos perfeitos, imagens impecáveis e vídeos de cair o queixo, tudo feito por IA. Só que essa enxurrada diária de conteúdos digitais "perfeitos demais" acabou deixando a internet um pouco saturada e cansativa. Está ficando cada vez mais difícil separar o que é presença real de uma simples simulação, o que é intenção de verdade de uma mera performance, e o que foi criado do zero de algo que foi só “copiado e colado” por um algoritmo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Diante de tanta perfeição milimétrica e robótica, as pessoas estão começando a cansar do artificial. Está rolando um movimento super legal de volta às raízes, onde o que é feito à mão, o orgânico e aquilo que sai direto da mente e do coração de um ser humano de verdade passou a valer ouro. É o nascimento do que a gente pode chamar de a Nova Economia do Toque Humano. A maioria dos brasileiros já ouviu falar sobre IA, mas não sabem dizer exatamente o que a tecnologia significa na prática. Isso mostra que, apesar do enorme barulho provocado pelas novidades tecnológicas no ambiente digital, as pessoas ainda buscam clareza e sentido real por trás das ferramentas e isso é muito bom porque a pergunta realmente precisa ser outra e não mais “o que nos define?”, mas sim “o que é que sobra e que é só nosso, que máquina nenhuma consegue tocar?”. Aquilo que não pode ser copiado por um robô, como a nossa criatividade, como conectamos temas aleatórios e a partir daí surge uma reflexão ou uma ideia, a forma como nos relacionamos, tudo isso passa a valer ouro. No fim das contas, acontece uma ironia engraçada: quanto mais o artificial finge ser gente, mais a gente precisa provar o que nos torna únicos. Será que vamos ter um selo dourado de "100% Feito por Humanos" para carimbar produtos, livros e obras de arte? Pensa bem: do mesmo jeito que a gente já paga mais caro por um doce caseiro ou uma roupa feita à mão, a nossa capacidade de pensar e criar vai virar o artigo de luxo do amanhã. O segredo para se dar bem no trabalho e na vida nos próximos anos não vai ser tentar correr mais que o processador de um computador, até porque a gente vai perder. O lance será focar no que só a gente tem e como externar isso para o mundo. E você, como planeja deixar a sua marca registrada, bem humana diga-se de passagem, no seu trabalho e na vida, para não sumir no meio desse mar de robôs?