Óculos, anéis e pingentes já fazem parte dessa nova geração de dispositivos inteligentes (Adobe Stock) Você se lembra de quando a gente saía de casa sem celular e ninguém entrava em desespero? Pois é, parece que faz uns 200 anos! De lá para cá, o celular virou câmera fotográfica, GPS, banco, agenda, televisão e, mais recentemente, ganhou uma inteligência artificial para chamar de sua. Agora, depois de tantos anos andando por aí de cabeça baixa, olhando para a tela do celular, talvez a próxima grande revolução tecnológica seja justamente nos fazer levantar a cabeça. E, quem sabe, deixar o celular no bolso para realizar algumas tarefas. É essa a proposta dos chamados wearables, nome em inglês para tecnologias que podemos vestir ou usar diretamente no corpo. Estamos falando de óculos, anéis, relógios e até pingentes inteligentes. É como se a tecnologia estivesse saindo das nossas mãos para fazer parte do que vestimos. A diferença está na maneira como interagimos com a tecnologia. Atualmente, quando precisamos de alguma informação, normalmente paramos o que estamos fazendo, pegamos o celular, abrimos um aplicativo e digitamos ou fazemos uma pergunta. Com esses novos dispositivos, a IA pode participar das nossas atividades por meio da voz, de imagens, de sensores e até de pequenos movimentos das mãos. Mas o que toda essa tecnologia pode fazer por nós? Imagine que você esteja viajando para outro país e encontre uma placa escrita em um idioma que não conhece. Em vez de pegar o celular e abrir um tradutor, você pode perguntar aos seus óculos o que está escrito. A inteligência artificial utiliza a câmera para interpretar a imagem e explicar a informação. Alguns modelos também conseguem traduzir conversas em determinados idiomas. E a tecnologia vai além da voz, pois alguns óculos inteligentes podem funcionar com uma pulseira que reconhece pequenos movimentos dos dedos, permitindo controlar determinadas funções sem precisar tocar em uma tela. musculoskeletal. Mas, se você acha que a novidade está apenas nos óculos, espere até conhecer os anéis inteligentes. Existem anéis inteligentes capazes de acompanhar informações como qualidade do sono, frequência cardíaca e atividade física. Com a ajuda de sistemas inteligentes, esses dados podem revelar tendências e mudanças nos nossos hábitos. É verdade que os relógios inteligentes já monitoram nosso sono há algum tempo. A novidade é que essa tecnologia agora cabe até em um anel, sem telas ou notificações, muitos modelos são discretos, oferecem vários dias de bateria e podem ser mais confortáveis para dormir. Afinal, quem diria que até um anel poderia ajudar a entender nossos hábitos de sono? E, se você é daquelas pessoas que sai de uma reunião e já esqueceu metade do que foi combinado, talvez goste da próxima novidade. Já existem pingentes com inteligência artificial que funcionam como uma espécie de memória auxiliar. Alguns modelos captam o áudio das conversas, fazem transcrições, produzem resumos e organizam tarefas. Tudo isso sem precisar segurar o celular. Nesse contexto, mais uma vez, o conforto e a praticidade são colocados como diferenciais. O grande objetivo das gigantes da tecnologia é que precisaremos olhar cada vez menos para as telas. Mas existe uma ironia nessa história: podemos deixar o celular de lado e, ainda assim, continuar conectados o tempo inteiro. Afinal, vamos usar a tecnologia para aproveitar melhor o mundo ao nosso redor ou estamos apenas inventando uma nova maneira de nunca mais nos desconectarmos?