(Adobe Stock) Agosto finalmente chegou e com ele temos o tradicional clima de volta às aulas batendo na porta de escolas e universidades por todo o país. Porém, o cenário atual traz um elemento novo que transformou completamente a rotina dos alunos: a tal da Inteligência Artificial. Se por um lado muitos ainda olham para esses aplicativos com desconfiança, por outro existe uma legião de estudantes usando IAs para produzir resumos automáticos em poucos segundos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O grande desafio não está em usar a tecnologia como um atalho preguiçoso para entregar tarefas de última hora, mas sim em transformá-la em uma parceira estratégica para exercitar o seu cérebro e fixar o conteúdo que precisa ser aprendido, seja ele qual for. “Delargar” uma tarefa para a IA, pedindo a resposta pronta sem reflexão, gera apenas uma ilusão de aprendizado muito perigosa. O cérebro humano só consolida o conhecimento de verdade quando é ativamente provocado, ou seja, quando estressamos o cérebro ao tentar resolver um problema complexo. É nesse esforço cognitivo que as conexões neurais se fortalecem de fato. Atualmente, as principais formas de usar a IA no aprendizado são: explicar conteúdos difíceis e “traduzir” linguagem técnica; criar planos e cronogramas de estudo personalizados; criar mapas mentais e podcasts; criar quizzes interativos. A minha primeira grande dica rápida é criar o jogo dos erros propositais. Peça para a IA escrever um texto ou um áudio explicativo sobre o assunto que está estudando, mas insira uma ordem específica: peça para ela incluir três erros conceituais sutis e propositais no meio do texto ou do áudio que ela irá gerar. O seu desafio será ler ou ouvir com atenção máxima e encontrar os deslizes. Se você errar, não peça a resposta correta de cara, peça para ela dar apenas pistas do que passou batido até você descobrir por conta própria. A IA é uma verdadeira massinha de modelar, quem coloca as regras é você e você pode configurar a IA, por exemplo, para atuar como um instrutor exigente. Instrua a IA para não dar a resposta final de forma alguma, mas sim fazer uma pergunta por vez sobre o tópico a ser estudado. A cada resposta sua, ela avalia a sua lógica e faz uma nova provocação reflexiva até que você alcance a conclusão correta sozinho. No fim das contas, a ferramenta tecnológica mais avançada do mundo continua sendo apenas um amplificador do potencial humano. Nenhuma inteligência artificial é capaz de substituir o desejo genuíno, a curiosidade e o empenho do indivíduo em aprender algo novo. E você, está pronto para parar de pedir respostas prontas para a tecnologia e começar a usá-la para desafiar a sua própria inteligência?