(Prima91 - stock.adobe.com) Você acabou de aprender a usar uma ferramenta nova de IA, ela escreve textos, responde perguntas, ajuda no trabalho e até organiza as suas ideias. De repente, surge outra, parecida, mas que promete ir ainda mais longe. É exatamente isso que está acontecendo agora com a inteligência artificial, depois do sucesso do ChatGPT. Um novo nome começou a ganhar espaço: Claude. E não é só mais uma moda passageira, mas sim um sinal claro de que estamos entrando em uma nova fase dessa tecnologia. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Tudo começou com o ChatGPT, que rapidamente se tornou popular entre pessoas comuns, empresas e estudantes. Ele virou quase um “primeiro contato” com a inteligência artificial, mas, como acontece em toda revolução tecnológica, o próximo passo não demorou. O Claude surgiu como uma alternativa com um foco diferente. Enquanto muita gente ainda estava descobrindo o básico da IA, empresas já começaram a buscar algo mais robusto. Aqui, entra um conceito importante, mas que dá para entender sem complicação: a janela de contexto. Ela define o quanto a inteligência artificial consegue “lembrar” enquanto conversa com você. O Claude ficou conhecido justamente por ter uma memória muito maior. Ele consegue lidar com textos longos sem se perder no meio do caminho, enquanto o ChatGPT, por sua vez, ficou famoso por interações mais rápidas e objetivas. É importante lembrar que, quanto maior essa “memória”, mais complexa pode ser a tarefa. Agora, o diferencial do humano está em saber qual ferramenta usar em cada momento — e, muitas vezes, combinar as duas. Para o usuário comum, há exemplos práticos dessa diferença no dia a dia. Quando esses aplicativos de IA surgiram, chamou atenção a possibilidade de tirar uma foto do conteúdo da geladeira e receber uma sugestão de receita personalizada. O Claude elevou isso a um novo patamar com cartões de receitas interativos que permitem alterar as porções e as unidades de medida instantaneamente. Para tornar isso ainda mais prático na cozinha, basta clicar no botão “Começar a cozinhar” e o Claude abre um aplicativo feito sob medida para a receita. Ele indica exatamente o que fazer com instruções simples e ainda inclui cronômetros predefinidos para cada etapa. Embora o ChatGPT também ofereça sugestões de receitas com base no que identifica na geladeira, a saída padrão ainda é um bloco de texto simples. Isso mostra que a inteligência artificial está evoluindo não só em capacidade, mas também em experiência. Não basta mais responder bem. Agora, precisa ser útil de verdade, quase invisível, como um bom assistente que antecipa o que o usuário precisa. Estamos saindo de uma fase em que uma única ferramenta fazia tudo para um cenário em que diferentes inteligências artificiais têm papéis distintos — um sinal claro de maturidade do mercado. Hoje, tanto o ChatGPT quanto o Claude têm versões gratuitas e pagas, mas é nesta última que a diferença começa a aparecer de forma mais evidente. E você: está usando a inteligência artificial apenas para tarefas simples ou já começou a delegar a ela aquilo que antes parecia complexo demais?