[[legacy_image_241828]] Com mais de 50 anos de Carnaval, João Henrique Correa da Luz, mais conhecido como Makumba, é um sambista orgulhoso da própria história e vive um momento muito feliz. Ele, que é apaixonado pela X-9 e prestou muitos serviços à Pioneira, agora vai ser homenageado pela Império da Vila, na Passarela Dráuzio da Cruz. Makumba, do Culto Mágico à Magia do Samba, é o nome do enredo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O Marcinho da Império é muito meu amigo. Me chamou na casa dele e falou que precisava de um enredo. Eu perguntei: ‘Qual o tema?’. Ele falou: ‘Macumba’. Não entendi”. Aí, Marcinho completou: “Quero contar a sua história, que é muito bonita, no Carnaval”. A homenagem é merecida, mesmo, pela linda história de Makumba. Mas o sambista, acostumado a homenagear tanta gente e a criar tantos enredos, foi pego de surpresa. “Rapaz, o sentimento é muito estranho: ver sua vida contada na avenida. Estive no ensaio e me emocionei. Ouvir o meu filho, Makumbinha, e o meu irmão, Paulo da Magia, cantando.., É a minha história que eles estão cantando. De tantas coisas boas que eu vivi no Carnaval, com certeza, essa vai ser uma das mais emocionantes.” O sambista experiente não esconde a satisfação. “Eu sei que tem muitas outras pessoas com muito mais história que eu, como o J. Muniz Jr., que podem ser homenageados, mas não vou negar que estou muito feliz.” Makumba é do Estado-Maior do Samba, patente alta para quem é do Carnaval santista. Ele é xisnoviano desde que viu a escola pela primeira vez, em 1973. “Com 16 ou 17 anos, fui ver uma apresentação da Portela, em Santos. Enquanto estava esperando, eu escutei um apito muito forte, próximo da bateria. Aquele apito me chamou a atenção. Olhei e tinha um homem alto e magro apitando. Era o inesquecível Mestre Rubens”. Daquele momento em diante, a história daquele jovem começava a mudar: “Aí, a bateria da X-9 entrou, e foi uma coisa, assim, que não tem explicação. Entrou pelo ouvido e foi para dentro da alma. Eu fiquei extasiado. E pensei: ‘Tenho que dar um jeito de sair nessa escola de samba’. No ano seguinte, eu estava dentro da bateria. Sem saber nada de samba. Sem saber tocar nada. Mas a vontade era tanta que acabei aprendendo só de olhar.” Enquanto ele espera ansioso pela homenagem na avenida, vai relembrando sua trajetória na escola do Macuco. “Fui ritmista, fui contramestre do Mestre Rubens, diretor de bateria e diretor-geral de Carnaval. A X-9 é minha grande paixão.”