[[legacy_image_239563]] Alô, povo do samba! Na primeira coluna, lembramos colunistas históricos que colaboraram bastante com o nosso Carnaval. Muita gente não sabe ou não lembra, mas muitos profissionais de rádio ligados ao jornalismo e ao esporte também participaram de programas ou transmissões dessa festa popular. O locutor Nísio Lemos, dono de uma voz maravilhosa e sempre muito versátil, transmitiu os desfiles por TVs locais e pelas rádios Atlântica, A Tribuna, Cacique e Guarujá. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Walter Dias, que acompanhou grandes momentos do futebol santista e narrou o milésimo gol de Pelé no Maracanã, também cobriu os dias de folia na avenida pela Rádio Guarujá AM. Os irmãos Bortolomasi marcaram presença. Guido e o inesquecível Edson Callegares levaram aos ouvintes das rádios Cacique, Clube e Cultura as informações das escolas, direto da Passarela do Samba. Eles narraram desfiles e cobriram os bailes de clubes como Santos Futebol Clube, Ilha Porchat, Regatas Santista e Portuários. O comentarista Aníbal Gomes, que fez muito sucesso analisando futebol em várias emissoras, acompanhou as nossas agremiações. Os saudosos Armando Gomes e Orlando José também. No Grupo Tribuna, Sérgio de Oliveira e Wladimir Dantas seguiram os passos de José Eduardo Barbosa, o Lorde Costeleta, com programas de Carnaval. E sempre é bom lembrar o publicitário Nelson da Silva Filho, o Nelsinho, que foi chefe do Departamento de Publicidade de A Tribuna. Apaixonado pela X-9, pelo Carnaval santista, ele sempre buscava apoio de empresas para patrocinar as transmissões e os programas carnavalescos. Trabalho que ele fazia com o maior prazer. A Rainha Não é de hoje que Janaína Paiva, de 21 anos, dá um show na quadra da Mocidade Amazonense, de Guarujá, e nos desfiles da região. A paixão da rainha da bateria Feitiço da Ilha vem de berço. Não pense que é exagero, porque toda a família dela é apaixonada pelo Carnaval. É que a dona Rosângela, a Danda, e o seu José, o Alemão, sempre desfilaram pela agremiação e só ficaram de fora quando a mãe engravidou da primeira filha, a Joice, hoje, com 28 anos. Sim, eles deram um tempo nos desfiles, mas a paixão ficou cada vez mais forte. Tão grande que, sem poder desfilar, a família ia para a travessia de barcas em Vicente de Carvalho e se emocionava só de ver o embarque dos componentes para se apresentarem em Santos. Com toda essa influência carnavalesca, Janaína tinha que seguir os passos dos pais pela mesma passarela. Ela entrou na Ala das Cabrochinhas. E com apenas 8 anos enfrentou outras 12 meninas para ser eleita a rainha mirim. A menina Janaína mostrava tanto carisma, sambava melhor a cada ano, que, depois de encantar como criança, só poderia ganhar outro título da nobreza do Carnaval. Foi assim que ela virou princesa. Foi uma questão de tempo Janaína ser coroada rainha, um destino que todo mundo conhecia na Amazonense. Ela nasceu para brilhar pela verde e branco de Guarujá. E, para este ano, ela está ainda mais ansiosa. “A minha fantasia vai ter um significado muito especial nesse desfile de 50 anos da escola”. Ela criou suspense e não revelou nenhum detalhe da fantasia. Humilde, mas sem esconder o orgulho do título de rainha, confirma que, “desde quando comecei a sair (no Carnaval), me apaixonei por este ambiente”. “Como eu gostava de balé, dança, o Carnaval direcionou minha vida. É muito legal porque saímos em família. Minha mãe sai bem perto de mim. Meu pai, Alemão, e meu irmão Jardel são da bateria. Minha irmã Joice, no apoio da escola. E ainda temos tios e primos. Eu amo desfilar. Eu amo o Carnaval”. Janaína contou, ainda, que de tanto ser requisitada para entrevistas acabou se apaixonando pelo jornalismo e contou os bastidores. “A Nina Barbosa (repórter da TV Tribuna) faz reportagens comigo desde que eu era criança. Eu via a Nina trabalhando pela TV Tribuna e ficava só observando ela elaborando as reportagens. Gostei tanto que hoje estou no quinto semestre de Jornalismo da Esamc e fazendo estágio na área.” Janaína vai continuar brilhando por onde passar, mas, em breve, também teremos uma rainha como colega no jornalismo. [[legacy_image_239564]] Lello Garoto: nos braços do povo O nome dele é Israel Barbosa do Rosário, mas no meio do samba todo mundo conhece mesmo é o Lello garoto, que se orgulha do currículo “Eu já fiz de tudo no Carnaval. Passista, mestre-sala, cantor, compositor, cabo, cidadão, embaixador e agora sou Rei. O Rei momo de Santos”. Foi assim, com muito bom humor e simpatia que ele começou o nosso bate-papo. Lello tem 53 anos de samba, porque começou com 5 na famosa Império do Samba, do lendário Dráuzio da Cruz. “Minha base foi formada na Império e na Santa Cruz, de São Vicente. Depois passei por Independência do Casqueiro, em Cubatão, X-9, União Imperial e segui meu rumo. Desfilei em São Paulo. Na capital e no inteiror. Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Manaus”. Lello ama o carnaval e quando começa a falar se empolga com as lembranças. “O samba é minha vida. O samba é tudo pra mim. Sou um sambista feliz”. Lello vai lembrando sua trajetória e não esquece o orgulho de tantos anos na maior festa popular do Brasil. “Já concorri e venci o concurso de samba enredo em várias escolas de samba. Aqui e de fora. Em 1998 fui um dos compositores do samba Mamma África, da Unidos do Peruche. Foi quando o Jamelão cantou pela última vez no Sambódromo do Anhembi”. Lello comemora os mais de 50 anos de carnaval e faz questão de agradecer quem abriu as portas para ele. “Foi o Bartô que me levou para o samba. Ele me deu o primeiro sapato branco para desfilar. Lá conheci o Dráuzio da Cruz, um deus do samba. E daí para a frente não parei mais”. Lello foi eleito Rei Momo de Santos no último sábado. - Você esperava vencer? “Sinceramente? Eu tinha experiência, samba no pé, tenho história, mas concurso é concurso. Eu estava confiante, mas tinha que esperar o resultado né? No final tudo deu certo”. Na entrevista ao final da coroação usou das atribuições de rei para determinar. “Está decretada a alegria para o povo carnavalesco da cidade de Santos”