[[legacy_image_233953]] Como eu fui feliz de ver Pelé jogar. Ele exercia um fascínio inigualável. Pelé foi muito mais do que o melhor jogador de futebol de todos os tempos. Ele foi o nosso super-herói do esporte. Capaz de realizar sonhos para os torcedores santistas e da seleção brasileira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Como era possível existir um homem com tanta habilidade para todos os fundamentos do futebol e ainda com aquele preparo físico? Desde a primeira vez que o vi, nunca mais esqueci. O homem da camisa 10, como dizia o saudoso narrador esportivo Haroldo Fernandes, na Rádio Tupi, driblava muito e chutava bem com os dois pés. E aquela “matada” de bola no peito? Nunca existiu nada igual. Pelé também subia, como ninguém, para cabecear de olhos bem abertos, como bem ensinou o seu primeiro ídolo, o pai Dondinho. Pelé em campo hipnotizava a todos. Os adversários, os companheiros, os torcedores, ouvintes e telespectadores. O mais completo profissional que o futebol conheceu já brilhou na estreia na Copa do Mundo de 1958, mas ficou eterno na Copa de 70, quando vimos o primeiro Mundial ao vivo. No México ele estava no auge e contou com outros craques do nível de Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Jairzinho, Gérson, Tostão e Rivellino que também eram fãs do Rei. E quem não era? Pelé transformou tudo no futebol. Antes dele, o 10 era apenas um número de uma camisa. Depois dele, 10 virou sinônimo de craque. Pelé poderia facilmente jogar a Copa de 1974, mas preferiu parar no patamar mais alto do esporte: consagrado e respeitado. Sempre gosto de enfatizar que Pelé herdou de Dondinho o gosto e a habilidade pelo futebol. E de dona Celeste, a mãe, que completou 100 anos no mês passado, todo o carisma para eternizar a marca Pelé. Os últimos dias foram angustiantes para quem cresceu vendo as façanhas de Pelé. Ele marcou a vida de milhões que se apaixonaram pelo futebol. Eu sou apenas mais um “pelezista”. O brasileiro mais famoso do mundo transformou um País que tinha complexo de vira-latas na maior potência do futebol mundial. Pelé não fez isso sozinho, mas até os companheiros sabiam que com ele em campo tudo ficava mais fácil. Obrigado, Rei. Como foi bom te ver em campo!