[[legacy_image_173010]] A Baixada Santista fechou o primeiro trimestre deste ano com um saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada. Entre dispensas e contratações, foram 1.146 vagas a mais. Entre janeiro e março, foram 37.429 admissões e 36.283 dispensas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os números positivos foram puxados por Santos, com 1.970 de saldo, e Cubatão, com 728. Nos demais municípios da região, houve retrocesso na criação de postos de trabalho. As maiores quedas foram registradas em Praia Grande (-376) e Bertioga (-594). Os índices não são muito diferentes dos verificados no Brasil, onde o trimestre também foi encerrado com saldo positivo: 615.173 empregos, decorrentes de 5.820.897 admissões e 5.205.724 dispensas. Um dado relevante para a análise é identificar quais os setores que mais estão empregando desde que as regras da pandemia foram flexibilizadas. Na Baixada Santista, março fechou com a geração positiva de 456 vagas na construção civil, novamente liderada por Santos (223) e Cubatão (135). O setor que mais dispensou foi o comércio, com 524 vagas a menos. O cenário se repete em nível nacional, com o setor da construção civil, atividades financeiras, comunicação e informação liderando a geração de postos. É preciso conhecer os dados para entender os cenários e saber para onde caminhar com as políticas públicas. Historicamente, o setor da construção civil é um dos que mais empregam e têm capacidade para criar vagas, tanto em obras da iniciativa privada, como na área pública, com construção e manutenção de infraestrutura urbana. Esse dado, por si só, já deveria justificar a adoção de processos mais céleres e objetivos em licitações. Não se está aqui falando em ser permissivo com irregularidades, mas em não procrastinar quando o tema é de relevância na execução de obras. O mesmo se aplica a processos que acabam sendo judicializados e levam anos sobre a mesa de promotores e juizes, no aguardo do desfecho que, em sendo positivo, cria milhares de empregos. Os números relativos ao comércio, que tanto em nível regional como no Brasil regrediram, fazem todo o sentido. O segmento ainda não se recuperou plenamente da pandemia e, além disso, o fechamento de postos se dá quando cresce o comércio on-line, com menos necessidade de pessoas e mais uso da tecnologia. É pouco provável que esse setor volte com o contingente que havia antes de março de 2020. Falar sobre geração de emprego é o ponto de partida para estimular o consumo, o giro da economia. Nas funções menos qualificadas, como na construção civil, é também garantir renda a quem vive nas periferias. É esse o olhar que falta ao conjunto dos que decidem sobre as políticas públicas. Para acolher o imenso contingente de desempregados e desalentados no País, serão necessários muitos meses de saldos positivos e a continuidade de estímulos que tenham o trabalho como foco.