[[legacy_image_241565]] No dia dos 477 anos de Santos, é hora de entender as transformações que moldarão a Cidade nesta e nas próximas décadas, desde a revolução tecnológica e o mercado de trabalho ao comportamento de cada cidadão. E sem esquecer de olhar para o presente, obrigatoriamente observando o que deu errado e as mazelas sociais para fazer justiça e dar oportunidades a todos os santistas. Do passado, veio a riqueza do café, que passou pelo Porto e financiou a industrialização, o sistema financeiro e a diversificação da economia paulista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Agora, notam-se novas formas de se usar os meios de transporte, coletivo ou individual, como a conectividade que reduz custos e permite ganhar tempo e como uma parcela dos trabalhadores encontra oportunidades trabalhando em casa. Há em curso uma formidável transformação, mas não se deve se acomodar com a imagem que Santos tem no País, da qualidade de vida, para se conscientizar que os municípios também concorrem por seus espaços na economia regional, estadual, nacional e mesmo mundial. Por isso, é fundamental olhar daqui para frente para a infraestrutura santista, melhorar a eficiência dos serviços públicos de educação e saúde, cuidar da segurança e reurbanizar áreas degradadas, desenvolvendo novas vocações econômicas e sociais. Sob esse aspecto, o Centro precisa estar entre as prioridades. A pandemia e a crise geraram um esvaziamento e sua requalificação é urgente, lembrando que se mostra uma alternativa de habitação mais acessível. Seu potencial turístico é inegável, ainda mais com a possibilidade de transferir para o Valongo as operações de cruzeiros. Como cidade portuária, o setor de serviços é de extrema importância. Em tempos de trabalho remoto, a região central precisa estar aparelhada para atrair o máximo possível de profissionais e consumidores. Para tornar o Centro interessante e associado à modernidade, são necessários mais investimentos. Entende-se que as demandas sociais são desafiadoras e prioritárias, mas Santos precisa ter um planejamento de longo prazo para o reaproveitamento dos bairros centrais e restaurar e ocupar os prédios antigos. Com uma renda média de destaque no País, Santos tem um mercado imobiliário aquecido para unidades novas, de usados e de locação, tanto para o residencial como para o comercial. Também é preciso estar em harmonia com o meio ambiente, o que envolve acelerar a adequação aos veículos eletrificados, informar e educar sobre o uso e reúso de materiais, reduzindo a descarte de lixo, implantando comportamentos mais sustentáveis e incentivando energias limpas. Santos já passa pelo envelhecimento da população, o que demanda mais serviços e produtos, assim como ainda há uma fatia empobrecida que precisa ter acesso a mais oportunidades. A prosperidade depende das condições do País e das relações do Brasil com o mundo, mas localmente santistas e migrantes têm muitos desafios pela frente.