[[legacy_image_310283]] A partir do próximo ano, a Prefeitura de Santos pretende levar a telemedicina, que é o cidadão em sua casa se consultando com um médico por meio do computador ou celular, a todas as unidades de saúde. Trata-se de um inegável avanço, com potencial para atender um número bem maior de pacientes, supõe-se de casos ou de retorno de baixa complexidade. De um lado, há uma chance de se reduzir o custo geral do serviço público e ao mesmo tempo encolher a fila de atendimento, cuja demora pode levar à cronificação de doenças, resultando em mais gastos ao Município e sofrimento aos pacientes. Por outro lado, é preciso acompanhar como as atividades de teleconsultas, telemonitoramento, tele-diagnóstico e interconsulta remota, expressões informadas pela Secretaria de Saúde, serão oferecidas, quais seus critérios e as doenças priorizadas para esse formato de atendimento. Também será necessário difundir essa novidade na população. No caso dos planos de saúde, a consulta remota já avançou bastante, mas houve tempo para ela ser assimilada pelos usuários, aliás, um processo contínuo, pois as novidades tecnológicas nos tratamentos médicos continuam em constante avanço. O interessante será avaliar como a população deverá aderir à telemedicina, pois enquanto um paciente poderá preferir se consultar a partir de seu celular, outro deverá busca o mesmo atendimento apenas na modalidade presencial. Neste ponto, entra em campo a predisposição às mudanças tecnológicas. Por exemplo, é bem óbvio para a maioria que utilizar um aplicativo para fazer operações bancárias ou chamar um transporte garante praticidade e economia de tempo, mas há aqueles que preferem conversar com seu gerente de banco ou caminhar até o táxi (que também já atendem por app) por uma questão de confiança ou mesmo dificuldade para lidar com celulares. A torcida é para que a Prefeitura de Santos desenvolva um excelente programa de telemedicina, tenha bons resultados em relação à saúde da população e que a economia gerada permita melhorar e ampliar os atendimentos presenciais e a oferta de exames. Deve-se lembrar que a assistência médica é um dos serviços cujos custos mais sobem no mundo por agregar novos medicamentos lançados após pesquisas de alto orçamento e exigir equipamentos mais sofisticados. Porém, deve-se observar a atuação de outras instâncias públicas ou mesmo de empresas na modalidade remota. É o caso da Previdência Social, no qual as imensas filas nas agências foram substituídas pela espera em casa, com o on-line exigindo vários meses de paciência. Nesse exemplo, aparentemente a vantagem obtida foi desperdiçada pela falta de investimento no trabalho da retaguarda nas agências, como falta de reposição de servidores. Trata-se de apenas um alerta, pois a telemedicina é um avanço, com falhas ou vulnerabilidades que poderão ser notadas apenas com esse inovação em prática.