[[legacy_image_219721]] O início da temporada de cruzeiros marítimos é importante não só para a Baixada Santista como para todo o turismo brasileiro, pela cadeia de serviços que será movimentada e pelos empregos gerados. O presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marco Ferraz, estima um impacto econômico de R\$ 3,8 bilhões, com a oferta de 780 mil leitos no período. O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), prevê uma injeção de R\$ 400 milhões na economia da região, motivo mais do que suficiente para que as autoridades, incluindo as estaduais e as federais, deem a devida atenção a esse mercado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Trata-se de um segmento que emprega muita mão de obra e que está entre os que mais sofreram na pandemia. Agora, o setor de cruzeiros volta com muita força, pois precisa atender uma demanda reprimida, composta de passageiros que não conseguiram ou desistiram de viajar nos navios a partir de março de 2020 – que agora equivalem a 15% da ocupação atual. Por isso, mesmo com um momento difícil na economia do País, com juros altos para gastos que costumam ser financiados, a expectativa é de um bom resultado para até o fim da temporada, que vai até o próximo ano. Uma cerimônia no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini marcou na quarta-feira o início da temporada, com o cruzeiro MSC Fantasia, que tem capacidade para 4,3 mil hóspedes distribuídos em 14 andares de um total de 18, com destino para Balneário Camboriú (Santa Catarina). No caso dessa empresa, serão sete navios passando pelo Brasil, sendo que seis terão operações regulares no País entre este mês e abril, incluindo uma viagem com origem na Argentina. Considerando esses números e o potencial turístico para a região, é fundamental que as prefeituras, em especial a de Santos, mantenham uma profunda parceria com as empresas do setor, o Porto, hotéis, bares e restaurantes e o segmento de transporte terrestre para garantirem serviços impecáveis, evitando transtornos e perda de dinheiro. O prefeito santista afirma que sua gestão se preparou para o início da temporada e que, segundo ele, os cruzeiros se tornaram fundamentais para “nossa economia”. Dessa forma, é preciso que a região mostre aos novos governos, tanto o de São Paulo quanto o Federal, a importância desse segmento até para cobrar mais investimentos na infraestrutura da área. Os governos precisam reconhecer que os portos também são importantes para o turismo. A Clia Brasil lembra que há mais navios para chegarem e que é necessário mais espaço e modernização, incluindo sustentabilidade e adaptação ao gás natural, para dar conta da demanda. Nas contas do prefeito, considerando um novo terminal no Valongo, seria necessário investir R\$ 1,7 bilhão. Portanto, o trabalho a ser feito é muito maior do que se imagina.