[[legacy_image_276102]] Com muito espaço para crescer e preços de imóveis atraentes para diferentes classes sociais, Praia Grande preserva sua vocação de balneário turístico, mas com importante mudança socioeconômica. Conforme A Tribuna publicou nesta quarta-feira (21), os dados prévios do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que a Cidade agora tem mais imóveis destinados à moradia, 130 mil, do que sazonais e de lazer, que são 107,4 mil. Com 344,8 mil moradores segundo o Censo (os dados conclusivos serão divulgados no dia 28), o número de habitantes continua em crescimento acelerado, conforme a prefeita Raquel Chini (PSDB), com uma média de 11 mil novos moradores por ano. Se para o segmento de serviços a expansão habitacional traz muitas oportunidades de negócios, para o setor público há a imensa responsabilidade de dar conta do aumento de demanda por educação, saúde, abertura de vias públicas e mercado de trabalho. Portanto, cidades que crescem acima da média têm o desafio de ampliar a arrecadação de impostos, o que é um problema para municípios que se tornam dormitório para seus moradores que trabalham em localidades com mais empregos ou na sede da região metropolitana. No caso de Praia Grande, a receita com Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) é uma grande fonte de recursos e, nos últimos anos, com a fixação de mais moradores, os serviços se expandiram, gerando postos de trabalho em sua própria área urbana. O especialista em finanças públicas do Data Center Brasil, Rodolfo Amaral, lembra que se o Projeto Andaraguá, aeroporto de cargas com condomínio empresarial, for executado será um novo estímulo para a Cidade, com reflexos na expansão populacional de Mongaguá a Peruíbe. Conforme o portal IBGE Cidades, que ainda não tem os dados completos do Censo recém-realizado, a Cidade tinha 262 mil habitantes em 2010, saltando para os atuais 344,8 mil, um avanço de 31% em uma década. No mesmo período, o total de moradores de Santos passou de 419,4 mil para 414 mil (também da prévia do censo), um recuo de 1,28%. Na região, apenas Bertioga e Mongaguá tiveram crescimento populacional de nível parecido ao de Praia Grande, respectivamente, de 34% e 31,9%. Cidades com espaço para crescer e preços atraentes são um fenômeno que se repete em outras regiões metropolitanas do País, cujas sedes não têm para onde avançar ou se tornaram caras. Osasco e Guarulhos, na área de São Paulo, tiveram papel parecido, assim como Indaiatuba para Campinas, Ribeirão das Neves para Belo Horizonte, Ananindeua para Belém e São José dos Pinhais para Curitiba. O problema é conseguir manter o equilíbrio do avanço populacional com a geração de empregos e receitas, o que explica a preocupação dos prefeitos com a reforma tributária, que poderá fundir o ISS com outros impostos.