[[legacy_image_199314]] A projeção do Mapa do Trabalho Industrial até 2025 aponta para um esforço acentuado que o País terá que realizar em tão curto espaço de tempo no setor, que enfrenta problemas sérios de competitividade em relação ao mercado externo e perda de espaço no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O balanço é do Observatório Nacional da Indústria, órgão associado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), com participação do Senai, e prevê a geração de 497 mil postos de ocupações do ramo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Como há muita transformação tecnológica e o impacto que ela causa na indústria, o observatório também alerta que 9,6 milhões de trabalhadores terão que ser qualificados em apenas três anos, sendo 7,6 milhões de atuais profissionais que precisam ser atualizados e 2 milhões de iniciantes, que vão substituir aposentados ou ocupar as vagas criadas. Os números indicam o tamanho do desafio e São Paulo sai com vantagem pela experiência do Senai e das escolas técnicas ou superiores públicas e privadas das áreas tecnológicas. Mas é fundamental disseminar esse ensino profissionalizante ou de capacitação para todo o País para propiciar um desenvolvimento em termos nacionais. É ainda mais importante propiciar condições para que esses empregos sejam gerados, com um plano estratégico de longo prazo voltado à indústria para estimular novos negócios nos nichos modernos que surgem no setor. Também incorporando inovações e aproveitando os processos disruptivos gerados pelas startups – como o que foi obtido nos últimos anos com digitalização do setor imobiliário, compartilhamento de imóveis e automóveis ociosos, vendas pela internet e equipamentos de fontes renováveis, iniciativas que quebram os paradigmas dos negócios. No caso da indústria, as necessidades de capacitação de mão de obra estão profundamente ligadas à tecnologia. O observatório aponta que as modalidades de automação e mecatrônica, que são algumas das bases da inteligência artificial, ampliarão as vagas de trabalho em 46% até 2025. Os outros setores de grande potencial de emprego também estão associados aos novos tempos, como meio ambiente, que deve gerar 16% mais vagas, enquanto refrigeração e climatização aparecem com altas previstas de 12,6%. Esses destaques indicam que o uso da conectividade (internet nos equipamentos) e de novos processos tecnológicos e mudanças climáticas já estão em forte assimilação pela economia, gerando muitas oportunidades de negócios. A preocupação com os novos tempos da indústria já está no radar dos organismos e empresas do setor, mas seria importante que os governos participassem em sintonia com as necessidades da economia. Porém, os políticos gostam de repetir que educação é prioridade e citam à exaustão que a Coreia do Sul é um exemplo de sucesso no ensino técnico. Mas uma vez no poder não replicam o que afirmam nas campanhas eleitorais.