[[legacy_image_245197]] Não é de hoje que a segurança pública na Baixada Santista é uma preocupação, assim como são antigas as cobranças da população por mais investimentos do Governo do Estado nessa área. Deve-se lembrar ainda que alguns crimes recentes, em mais um surto de casos de alto grau de violência, assustaram a região. Por exemplo, entre os dias 3 e 7, foram três casos alarmantes – um deles o assassinato do prestador de serviços dos Correios Sérgio Murilo Pereira, de 53 anos, durante seu trabalho de entregas na Vila Cascatinha, em São Vicente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ou ainda dois ataques a joalherias, uma em Vicente de Carvalho e o outro em Praia Grande, com refém em uma loja de departamentos. Também nesta semana, do lado da prevenção, o secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite, deu prazo de três meses para aumentar o efetivo policial da Baixada Santista, que está defasado em 15%, conforme A Tribuna publicou nesta quinta (9). O anúncio foi feito na última quarta-feira (8) durante reunião de Derrite com a União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs), que tem a vereadora Audrey Kleys (PP), de Santos, na presidência. É óbvio que o reforço do efetivo não vai resolver o problema da violência na região, mas qualquer medida por parte das autoridades de segurança é bem-vinda. Como A Tribuna publicou, com base em informação da Uvebs, serão incorporados 22 novos médicos-legistas, 85 investigadores e 146 escrivães para a Polícia Civil, além de policiais militares. Os três meses foram citados como prazo necessário para convocar os servidores concursados. De qualquer forma, as lideranças políticas da Baixada, principalmente vereadores e prefeitos, precisam ficar atentas para cobrar o que foi prometido, considerando que a criminalidade se espalha por São Paulo e o Governo do Estado deve receber pressões por respostas de todas as regiões contra a audácia dos bandidos. Os especialistas em segurança pública alertam que apenas aumentar o efetivo não resolverá a questão da criminalidade. Mas se trata de uma medida essencial em um pacote com várias soluções. É preciso investir em tecnologia, pois os cibercrimes e inúmeras formas que hoje são usadas pra fazer roubos via Pix foram integrados a práticas antigas, como sequestro-relâmpago e ameaça mediante uso de arma, para tomar dinheiro das vítimas em grande quantidade e de forma mais rápida. Além disso, o abandono dos bolsões de miséria pelo poder público e falta de empregos de melhor remuneração deixam jovens pobres à mercê da sedução das quadrilhas e das facções. Independentemente da estratégia a ser adotada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), as medidas precisam ser bem planejadas e aplicadas de forma sustentável para que não se restrinjam apenas a este governo. A criminalidade inibe as atividades econômicas e amplia o sofrimento e a falta de oportunidade dos mais pobres, o que exige um combate sério de longa maturação.