[[legacy_image_125328]] O setor de viagens de cruzeiros sofreu na pandemia, mas com o avanço da vacinação e a retomada da economia tem potencial para atrair negócios e gerar muitos empregos nós próximos meses. Os desafios e as tendências do segmento foram discutidos na última quinta-feira durante o Summit Cruzeiros, evento do Grupo Tribuna, que reuniu empresários, autoridades e profissionais. Segundo o ministro do Turismo, Gilson Machado, a expectativa com a volta dos navios é de uma injeção de R\$ 2,5 bilhões na economia do País, com geração de 35 mil empregos. São números que justificam uma atenção especial da Prefeitura de Santos e também das demais cidades da região, pois o movimento de passageiros pode gerar demanda de atividades turísticas para toda a Baixada Santista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o jornalista especializado em cruzeiros, Daniel Capella, esse mercado movimenta US\$ 37,4 bilhões (R\$ 209,6 bilhões) no mundo, ficando a América do Sul com apenas 0,9%. Entretanto, para o País crescer nesse setor é preciso superar gargalos, conforme o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marcos Ferraz. Estudos apontam que os custos de operação do segmento no País são 40% mais altos do que no exterior, como a carga tributária sobre o combustível das embarcações. Ainda há a necessidade de melhorar a formação profissional e principalmente investir na infraestrutura. O caso da infraestrutura se refere ao Porto de Santos. O Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, em Outeirinhos, pode ser transferido para o Valongo como alternativa de eventual instalação de um terminal de fertilizantes, previsto no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto. Entretanto, qualquer mudança nas operações de cruzeiros em Santos é vista com preocupação, pois o cais santista é responsável por 60% dos embarques de passageiros no Brasil. A mudança para o Valongo, defendida pela Prefeitura, exige investimentos, a começar pela dragagem. Além disso há todo um regramento do patrimônio histórico a ser percorrido e adaptações nos acessos devido à grande movimentação de ônibus e automóveis para embarque e desembarque dos turistas. A transferência seria um estímulo ao Centro Histórico, mas isso exige planejamento, investimentos e tempo, o que explica a preocupação dos empresários do setor de turismo. Já o diretor de Gestão e Modernização Portuária do Ministério da Infraestrutura, Otto Burlier, disse que o terminal de fertilizantes está em consulta pública e que o governo vai ouvir todas as gestões antes de tomar iniciativa. Como os navios de passageiros geram muitos empregos e são uma oportunidade para os turistas conhecerem as atrações da Baixada Santista, o ideal é discutir as questões desse segmento com prioridade, pois os ganhos futuros serão acentuados, ainda mais porque existe uma demanda reprimida por viagens desse tipo.