[[legacy_image_226902]] Foi apresentada na semana passada, durante evento promovido pelo Grupo Tribuna, a nova plataforma digital para emissão do selo metropolitano de turismo, uma demanda antiga que tem por objetivo normatizar, padronizar e, por consequência, facilitar a entrada de ônibus turísticos provenientes de outras regiões do Estado e do País. Essa é uma demanda com quase duas décadas e sua falta é interpretada, pelos operadores do turismo receptivo, como uma desvantagem competitiva da Baixada Santista. Pela plataforma, as empresas turísticas e de transporte que lidam com grupos de turistas de outras regiões poderão se cadastrar, anexar documentos fiscais e de autorização de funcionamento, e obter, de forma on-line, um selo digital que, colocado no para-brisa do ônibus, permitirá que circule pelas cidades da região sem problemas. Atualmente, cada município tem sua regra, suas exigências e seus custos, o que acaba inibindo ou embarreirando um fluxo maior de visitantes. O selo não terá custos, mas as prefeituras poderão ter como contrapartida uma arrecadação maior de impostos advindos do consumo supostamente maior desses turistas. A implantação de um selo metropolitano de turismo é interpretada pelo trade que lida com o receptivo como um avanço da região na ampliação desse mercado, especialmente neste momento de melhora no quadro da pandemia de covid-19, quando mais famílias se sentem à vontade para visitar outras regiões e preferem organizar essa agenda de ônibus e não com veículos particulares. A formatação do selo foi debatida durante um ano pelos secretários municipais de turismo, dentro da Câmara Temática de Turismo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), com recursos vindos da iniciativa privada. Caberá ao Conselho de Desenvolvimento da região, o Condesb, apresentar a nova plataforma aos prefeitos e, num ato contínuo, colocá-la em funcionamento. De preferência, ainda nesta temporada. A atual presidente do conselho, a prefeita de Praia Grande, Raquel Chini, tem demonstrado efetividade em suas ações e tem como qualidade o domínio das questões e problemas da região, o turismo entre elas. Em reportagem publicada no sábado, ela demonstrou preocupação - legítima - de que os gestores municipais tenham plena consciência sobre o funcionamento do selo e elaborem roteiros adequados e atrativos para oferecer aos visitantes. Além disso, que as cidades tenham capacidade hoteleira para acolher eventual aumento de demanda. Também será preciso atualizar as legislações municipais para permitir a não cobrança de taxas e tarifas. Todas as preocupações estão corretas e devem ser pautadas. No entanto, não será adequado para a Baixada Santista desperdiçar esse momento e não travar uma curva ascendente e promissora por conta de questões que podem ser resolvidas rapidamente. O selo está pronto, é uma conquista coletiva e pode alavancar ainda mais o turismo receptivo da região.