[[legacy_image_275681]] A atração de 240 mil frequentadores para eventos culturais no Valongo, no ano passado, segundo dados da Prefeitura de Santos, conforme A Tribuna publicou nesta segunda-feira (19), representa o desenvolvimento de uma vocação econômica para região central. Entretanto, não é possível se acomodar com os primeiros resultados, lembrando ainda que há muito a ser feito pelo Centro Histórico, inclusive em sua infraestrutura e na segurança pública. É importante lembrar que o Centro fica esvaziado no fim de semana e que é fundamental ampliar o fluxo de santistas e turistas, o que depende da realização de mais atividades culturais, de investimentos nos pontos turísticos e do funcionamento de estabelecimentos comerciais, como restaurantes e bares. Entre os eventos culturais realizados no Valongo, está a Festa de Portugal, com 25 mil visitantes, no palco instalado no Largo Marquês de Monte Alegre e com atividades no Arcos do Valongo, que se firmou como área para shows e festivais. O Centro Histórico também contou com o Encontro de Cidades Criativas da Unesco, o Santos Café, o Festival do Imigrante, o Natal Criativo e o Santos Criativa Festival Geek. Para os próximos meses há mais atividades programadas, como o Festa Inverno, de 13 de julho a 5 de agosto, uma reedição da antiga Cidade Junina, organizado pelo Fundo Social de Solidariedade e importante como forma de levantar recursos para as entidades beneficentes. Também serão retomados no Centro Histórico os festivais Geek e do Imigrante e ainda serão realizados a Primavera Criativa e, em novembro, o Festival Afroempreendedorismo. A região central também depende de atrações fixas, como os museus do Café e Pelé, e deve ganhar impulso com a revitalização dos oito armazéns do Valongo, que receberão o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, do 1 ao 3, o Projeto Valongo, do 4 ao 6, que terão atividades culturais e de lazer, ficando o 7 e 8 para a Autoridade Portuária. Para que o Centro possa ser beneficiado por esses investimentos, em especial o Terminal de Passageiros, é preciso que os turistas tenham um circuito completo de atrações e de bares e restaurantes para compensar um passeio de algumas horas. A realização de eventos culturais e o desenvolvimento de atrações fixas e o comércio são importantes para o mercado de trabalho, beneficiando milhares de profissionais que hoje enfrentam dificuldades para arrumar uma oportunidade ou buscam uma complementação da renda. Portanto, descobrir mais vocações econômicas para o Centro traz grande impacto social à Baixada Santista. Na verdade, o que a região central precisa é de um plano de investimentos de longo prazo, que não envolve apenas o setor turístico, mas também sua infraestrutura, a ocupação imobiliária, inclusive para moradia, que já tem seus primeiros projetos. A conclusão do VLT vai estimular o Centro, mas é preciso que ele seja finalizado logo.