[[legacy_image_304774]] Pelas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil voltará a ser, neste ano, a nona maior economia, com Produto Interno Bruto (PIB) de US\$ 2,127 trilhões. Como o FMI, que na projeção para 2023 divulgada em abril apostava em alta do PIB de 0,9%, e na revisão, em setembro, o desempenho foi calibrado para 3,1%, o País ficará à frente do Canadá por apenas US\$ 9 bilhões (e colado na Itália, em oitavo lugar, com US\$ 2,186 trilhões), segundo o jornal Valor. É possível que em 2024 o Brasil tome a colocação da Itália, mas fique ainda bem atrás da França, com US\$ 3,049 trilhões. Para o cidadão comum, uma melhora no ranking do PIB não significa grande mudança na sua qualidade de vida e possibilidades econômicas. Entretanto, os motivos dessa ascensão do País, nos requisitos do FMI, fazem toda a diferença para uma expectativa de prosperidade de todos daqui para frente – a depender da competência do governo na condução da economia. De acordo com o FMI, a cotação do dólar interfere na posição do ranking. Na previsão de abril, o FMI fez seus cálculos com base em um câmbio de R\$ 5,13 e em setembro, o referencial era de R\$ 4,99. Ontem, a cotação fechou em R\$ 5,03, mas ainda não se sabe com ela se comportará frente aos juros altos dos EUA e à guerra Israel-Hamas. Porém, o dólar também reflete no Brasil as expectativas com o governo. Os economistas apontam que a moeda poderia estar em patamar bem mais elevado se o mercado não tivesse recebido alguns sinais, como o do andamento da reforma tributária e o arcabouço fiscal, que limita o gasto público ao aumento da arrecadação. São pontos que boa parte da base petista reluta em aceitar, o que inclui combater a inflação de forma rigorosa, que é a política do Banco Central. O custo que a sociedade paga para ter acesso ao crédito está relacionado à austeridade do Governo Lula, cujo descontrole da condução das finanças públicas empurraria para cima as taxas de juros, hoje descendentes depois do duro ajuste do BC. Paralelamente às previsões do FMI, que por si só estimulam a confiança do mercado na política econômica do governo, o País deve manter seu esforço para obter grau de investimento das agências de avaliação de risco. Grandes fundos conservadores, que têm em seus estatutos a exigência dessa nota máxima para entrar em um país, poderão destinar bilhões de dólares ao Brasil. O País, entretanto, está em uma situação intermediária e para superá-la tem que mostrar que consegue controlar seu endividamento, hoje equivalente a 76,5% do PIB – em 2008 era de 62,3%. Para isso, o governo não pode ampliar seus gastos ou então tem que melhorar em muito sua arrecadação, que hoje está em queda, em parte devido à deflação de produtos e serviços tributados. Portanto, os avanços precisam ser continuamente perseguidos, com o cuidado de não se acomodar a eles no curto prazo, com vistas imediatistas às próximas eleições.