Os dados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sobre o emprego com carteira assinada na Baixada Santista trouxeram ótimas notícias. A região criou 2,7 mil novos postos de trabalho no mês, invertendo a tendência anterior de queda, e fazendo com que o saldo de empregos no ano (janeiro a novembro) ficasse positivo, com mais 2.156 vagas. No mesmo período de 2018, o resultado foi bem menor (1.311 empregos criados). Todas as nove cidades registraram crescimento no mês, com destaque para Santos (1.113 vagas) e Praia Grande (940 vagas). No acumulado do ano, Praia Grande lidera (1.758 postos), demonstrando a força da economia local, seguida por Santos, o maior polo empregador regional (821 postos). Na contramão do movimento do ano estão Guarujá (perda de 644 empregos) e Bertioga (redução de 397 empregos). A construção civil destacou-se em 2019, com 2.160 novas vagas, evidenciando a recuperação do setor. O resultado é expressivo, uma vez que o segmento superou todos os demais, incluindo o comércio (502 novos postos de trabalho), enquanto os serviços tiveram perda (-518 vagas). Em novembro, como esperado pela proximidade das festas de final de ano e da temporada de verão, serviços e comércio geraram, respectivamente, 1.364 e 1.225 postos, respectivamente. No País, a criação de empregos formais em novembro também foi muito positiva, com 99.322 vagas com carteira assinada, o melhor resultado para o mês desde 2010, e representado o dobro do que esperava o mercado financeiro. Comércio e serviços foram também os destaques, como 106,8 mil e 44,3 mil postos de trabalho criados. No ano, o saldo acumulado atinge 948,3 mil novos empregos formais, mas espera-se, como sempre acontece, queda em dezembro, consequência da demissão dos trabalhados temporários contratados para o período de Natal. Mesmo assim, a previsão é que o resultado final de 2019 seja pelo menos 20% maior do que em 2018. Os números de novembro são animadores na região, mas devem ser vistos com algum cuidado. Mostram a força da construção civil no ano, impulsionada pela retomada do mercado imobiliário e das obras públicas realizadas em Santos (Ponta da Praia e Entrada da Cidade), que têm, entretanto, prazo para terminar. Deve ainda ser considerado que os salários médios nas funções que mais admitem caíram, evidenciando a substituição de trabalhadores por outros com vencimentos menores. Há razões, porém, para otimismo em 2020. A confiança de empresários e consumidores é maior, e a economia dá sinais de retomada efetiva, em cenário de juros menores e inflação controlada. Espera-se que, na Baixada Santista, o movimento de crescimento do emprego prossiga nos próximos meses, em trajetória contínua e sustentável.