[[legacy_image_175250]] Apesar de ser obrigatória, conforme determina o Artigo 65 do Código Trânsito de Brasileiro (CTB), e importante para salvar vidas, a viagem de ônibus com o cinto de segurança é cotidianamente desrespeitada. Por isso, as autoridades da área precisam ampliar a fiscalização nas rodovias e nas cidades (onde o uso também é exigido em qualquer ônibus sem permissão para viagem em pé) e melhorar as campanhas de conscientização junto aos passageiros. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma pesquisa da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) publicada ontem em A Tribuna mostra que apenas 2% dos usuários de ônibus sujeitos à utilização compulsória do cinto seguem a determinação do CTB. Nas rodoviárias, os motoristas costumam recomendar a medida antes da partida, mas falta uma fiscalização efetiva e para isso as próprias empresas poderiam agir de forma mais incisiva. Porém, há órgãos públicos de fiscalização, como a própria ANTT e as polícias rodoviárias, que também deveriam ampliar as operações de controle ou educativas. Na prática, o uso do cinto por motoristas nos automóveis e demais veículos (ainda há muita displicência no caso dos passageiros do banco de trás) se disseminou por meio de multas elevadas. No caso dos ônibus, devido à grande quantidade de usuários e limitações dos órgãos de fiscalização para atuar em um país de dimensões continentais e transporte concentrado no modal rodoviário, o melhor caminho é reforçar as campanhas educativas sobre os riscos. Há ainda os exemplos de casos trágicos, como o do acidente da dupla Conrado e Aleksandro, que terminou com seis mortos no sábado, na Rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu, no Vale do Ribeira. Segundo relatos, algumas vítimas foram retiradas debaixo do ônibus, que tombou, com suposta falta de uso do cinto. Muitos passageiros acreditam que os acidentes com ônibus são mais brandos, mas vídeos mostram que, após as colisões, usuários são arremessados pela janela e ficam presos sob as ferragens nos tombamentos. No interior do veículo, as vítimas podem ser arremessadas umas contra as outras, inclusive sobre quem está com cinto, causando mortes. Especialista em trânsito e mobilidade urbana, Rafael Pedrosa, em entrevista a A Tribuna, alerta que quem não usa o cinto tem sete vezes mais risco de vir a óbito em caso de acidente e que “os dados falam por si”, referindo às estatísticas sobre vítimas. “O cinto é elemento básico, item fundamental para um trânsito menos letal”, concluiu o professor. De qualquer forma, além da importância das campanhas de convencimento sobre o correto emprego dos equipamentos de segurança, é obrigação das autoridades atuar com o máximo rigor para impor as restrições previstas pelo CTB, impedindo abusos ou descuidos. O melhor resultado é a queda acentuada dos acidentes e dos registros de ferimentos e mortes.