[[legacy_image_295684]] O mês de setembro é amarelo, a cor que carrega um significado crucial: a conscientização e prevenção ao suicídio. O Setembro Amarelo é um movimento que busca alertar a sociedade para a importância de discutir abertamente sobre esse tema sensível, proporcionando apoio e orientação em todos os campos e setores da sociedade. Ideal seria manter essa temática na ordem do dia durante todo o ano porque, diferente de outras questões, a saúde mental, o desequilíbrio emocional e a necessária qualidade do atendimento aos casos mais graves ocorrem nos 12 meses do ano. O Setembro Amarelo chama a atenção para a importância de falar sobre sentimentos, valorizar as emoções, a escuta qualificada e a necessidade de buscar ajuda em qualquer tempo, sem constrangimentos seja qual for a faixa etária. O suicídio é um problema global que afeta pessoas de todas as idades, gêneros e origens étnicas. No entanto, é entre os jovens que essa questão assume contornos particularmente alarmantes. No Brasil e em muitos outros países, os índices de suicídio entre adolescentes e jovens adultos vêm crescendo de forma preocupante. Muitos fatores contribuem para essa tendência, incluindo o estresse acadêmico, o bullying, a pressão das redes sociais e a falta de suporte emocional. A educação é um dos pilares fundamentais na prevenção ao suicídio, motivo pelo qual escolas e universidades devem olhar para essa questão de forma transversal, criando o ambiente adequado para o debate e programas específicos para o encaminhamento daqueles que precisam de apoio e ajuda. Nesse contexto, merece destaque o trabalho contínuo e qualificado que o Centro de Valorização da Vida (CVV) desempenha há mais de 60 anos, com voluntários que se espalham por todo o País e atendem de forma anônima e gratuita pelo 188. O CVV é responsável por manter na pauta toda a cadeia de debate que diz respeito à prevenção ao suicídio, tema que ainda hoje é tratado com estigma e preconceito em vários ambientes da sociedade. Para além dos números e das estatísticas, especialistas reportam que a pandemia fez crescer a preocupação com as doenças mentais, especialmente a depressão, o que pressiona toda a cadeia de saúde preventiva a também olhar para essa área com atenção. Profissionais que atuam em prontos-socorros e em serviços de emergência precisam estar capacitados para identificar os sinais característicos de transtornos psiquiátricos em pacientes com ideação suicida. Casos assim necessitam, vencida a crise momentânea, de encaminhamento e acompanhamento. Mais que isso, a família também precisa de apoio e orientação. O Setembro Amarelo não pode ser apenas mais uma cor a figurar no calendário de campanhas anuais de governos e empresas. Suas bandeiras pedem urgência de atenção, permanência e debate em favor da vida.