[[legacy_image_219165]] As festas de fim de ano e Copa do Mundo, neste mês, em um clima de demanda reprimida em benefício do comércio, têm potencial para gerar muitos negócios para pequenos empreendedores, sem entrar no terreno dos médios e grandes varejistas. O estudo Holiday Season, encomendado pela gigante Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, apontou que 83% dos brasileiros planejam participar de alguma comemoração até dezembro e 65% pretendem antecipar as compras natalinas. Por isso, as apostas estão centradas nas grandes campanhas Black Friday (última sexta-feira deste mês, no dia 25) e Cyber Monday (na segunda seguinte, o dia 28). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para entender a força dessas datas, que na prática começam a deslanchar promoções desde o início do mês, mais a época de compras do Natal e a Copa do Mundo, pode-se gerar uma receita equivalente à metade do faturamento esperado para o ano todo pelas pequenas empresas. Após um período trágico no auge da pandemia e de negócios fracos durante a reabertura gradual da economia até chegar ao atual estágio, a expectativa é de um aquecimento em ritmo acelerado. Não se trata de sonhar com uma retomada fantástica e o fim dos problemas econômicos – os juros ainda estão altos, há muito desemprego e endividamento e uma recessão mundial se aproxima – mas da possibilidade de se entrar em uma tendência de expansão sustentável. É importante aumentar as vendas para se investir na própria empresa, lembrando que os pequenos negócios têm uma participação muito importante da geração de empregos. A mesma pesquisa da Meta apontou que um quinto dos empreendedores reduziu a mão de obra, um dado que mostra que muitos indicadores ainda precisam ser recuperados na economia. Tudo se trata de expectativa, pois parte dos recursos que são injetados na economia nesta época do ano por meio do 13o salário foi antecipada pelo Governo na primeira metade do ano, como no caso dos aposentados, um dos motivos do crescimento do País acima da previsão dos analistas. Por outro lado, 80% dos brasileiros contam com dívidas e o potencial de consumo em geral está reduzido. O único indicador positivo é o do desemprego, em recuo acelerado, mas o universo dos trabalhadores nesta situação ainda é assustador – são quase 10 milhões no País. Infelizmente essa recuperação parece desacelerar, em um comportamento atribuído aos juros altos. Além disso, os salários de admissão ainda são baixos, indicando que a oferta de mão de obra impede a subida dos vencimentos. De qualquer forma, o mercado de trabalho se expandiu e agora há uma massa salarial mais abundante para irrigar o comércio. A melhora também depende de uma sinalização mais clara do futuro Governo Lula, para o próximo ano, de estímulo à baixa renda, o que poderá dar segurança aos pequenos negócios para investirem mais, colaborando para a expansão do País.