[[legacy_image_109682]] O mês de setembro e este início de outubro trouxeram de volta a preocupação com a violência na Baixada Santista. Notícias policiais envolvendo latrocínios já vinham se tornando mais corriqueiros nas últimas semanas, com a morte do médico que passava o final de semana em Guarujá, e foi assassinado quando passeava com a família na Praia do Perequê e, na sequência, o turista também assassinado, na frente da esposa, na Enseada. O que choca, em ambos os casos, é a violência extremada com as vítimas, mesmo após entregarem os pertences, e o fato de os crimes terem sido praticados em plena luz do dia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No último final de semana, novo abalo, com a morte de uma empresária de Itanhaém, de 41 anos, que mesmo após entregar o carro aos bandidos, foi alvejada. O crime chocou a cidade do Litoral Sul e levou comoção a toda Baixada Santista. Mensalmente, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulga suas estatísticas de criminalidade, e os dados mostram queda nos principais indicadores em agosto passado, comparado com o mesmo mês de 2020. Em homicídios dolosos, por exemplo, de dez para nove casos. Estupros também caíram 12,5%, passando de 56 para 49. Importante destacar que 2020 foi ano de pandemia no mais alto grau, com indicação para ficar em casa, atividades comerciais restritas ou suspensas e menor circulação de pessoas nas ruas, portanto, natural que houvesse menos registros. Sendo assim, uma análise mais apurada das estatísticas divulgadas pela SSP evidencia que o sinal amarelo está aceso. Em Itanhaém, por exemplo, que nas últimas duas semanas protagonizou dois episódios de grande repercussão (além do latrocínio de sábado, uma invasão de casa com duas vítimas fatais), o quesito ‘tentativa de homicídio’ preocupa. Nos 12 meses de 2020 foram 17 e, só nos primeiros oito meses de 2021 esse item já soma 16. Em Guarujá, já são 24 este ano contra 22 em todo o ano de 2020. Estatísticas servem para nortear tomada de decisões, e elas começam a evidenciar que alguma mudança na conduta precisa ser feita. Mas para além dos números, os casos que envolvem ações criminosas contra turistas, casas de veraneio e emprego de violência exacerbada repercutem negativamente na imagem da região, afetando o status de destino turístico. É sabido que a Baixada aposta fortemente na atração de turistas para a próxima temporada, em que o circuito doméstico será a saída para muitas famílias que ainda temem se arriscar dentro de avião ou em uma viagem para o exterior. É uma aposta certa, que deverá resgatar muito do que o trade turístico perdeu nesses quase dois anos de pandemia. Tudo que não se quer, neste momento, é macular essa imagem. Ainda é tempo para cuidar dessa agenda, que envolve mais policiamento ostensivo, combate ao tráfico e elucidação dos casos com maior celeridade.