[[legacy_image_265349]] As estimativas para a renda do agronegócio no País neste ano, de R\$ 1 trilhão, segundo estudo da consultoria MB Agro em reportagem do jornal Valor, mostra a força com que esse setor se desenvolve e transforma a economia brasileira. Tal valor surpreende, mas ele poderá ficar 1% abaixo do resultado de 2022, lembrando que não deverá haver impacto cambial (quando o dólar se valoriza, os exportadores embutem um ganho na conversão para o real). De qualquer forma, o desempenho estará associado a uma grande safra, principalmente de soja e milho, além da exportação de carnes, conforme a MB. Contudo, em relação a 2019, quando a agricultura e a pecuária movimentaram R\$ 700 bilhões em números atualizados, houve um salto de 43% em apenas quatro anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esse R\$ 1 trilhão equivale a um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que neste ano tem previsão de crescimento pífio, de 1,3% – a agropecuária, sozinha, garantiria 1%. Com base nessa tendência, o governo precisa rever sua estratégia de desenvolvimento, que não pode se esquecer das dificuldades da indústria, até porque este é um setor fundamental para São Paulo. No momento, há uma tensão muito grande entre o Governo Lula e as lideranças do agronegócio que precisa ser contornada pelo bem do País. O campo tem levado muita prosperidade às regiões com economia concentrada na agropecuária, cujos recursos são injetados no comércio, prestação de serviços e indústrias diretamente associadas ao ramo rural. O levantamento da MB indica que o PIB por estados teve crescimento maior nos primeiros meses do ano onde a atividade agropecuária é a principal da economia local, como no Centro-Oeste. Há ainda impactos até no setor financeiro. O Banco do Brasil tradicionalmente fornece crédito agrícola e agora tem ampliado seu lucro com o Interior, diferenciando-se do setor privado. São Paulo é um grande produtor agrícola, mas no Estado mais rico do País a economia é bem diversificada. Aliás, os economistas lembram que o desenvolvimento de São Paulo desde o século 19 vem do capital resultante da produção de café, que depois migrou para o comércio, a industrialização e o setor financeiro e transformou a Capital em uma das metrópoles mais relevantes e ricas do mundo. O Estado também se tornou líder em pesquisa e inovação. Por exemplo, conforme A Tribuna publicou ontem, São Paulo é responsável por 51 dos 79 projetos de estudo de biofertilizantes apoiados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Trata-se de um insumo que se tornará fundamental para a sustentabilidade do agronegócio. Aliás, a pesquisa foi fundamental nas últimas décadas para adaptar culturas ao solo das regiões mais secas ou úmidas no País e agora precisa ser uma aliada para a expansão da agropecuária sem destruir o meio ambiente, um grande desafio daqui para frente.