[[legacy_image_338583]] Com a assinatura de ordem de serviço pelo prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), a Terracom Construções terá até seis meses para executar a primeira fase das obras do Aeroporto Civil Metropolitano. Trata-se de mais uma etapa de um importante investimento de infraestrutura que, como é tradição para projetos nessa área no País, são traçados e levam muitos anos para sair do papel. Para se ter uma ideia, há reportagem de A Tribuna de 2006 com militares da Base Aérea falando sobre os anseios pelo Aeroporto Metropolitano e, na mesma década, de interesse da Petrobras para utilizar o local para acessar suas plataformas no pré-sal. Considerando empreendimentos como estradas, ferrovias, usinas hidrelétricas e túneis, outro caso emblemático para a região, a demora para realizá-los no Brasil se mistura a fatores como troca de governos, que podem mudar suas prioridades, crises econômicas, altas e baixas dos juros e da oferta de crédito e mudança de planos das empresas que, de alguma forma, aportariam recursos nessas iniciativas. Isso é parte do custo Brasil, tornando o País menos competitivo perante outros emergentes, o que infelizmente está longe de ser resolvido. Porém, as regras precisam ser cumpridas e a Prefeitura de Guarujá, ao longo dos anos, pacientemente buscou as permissões necessárias para a construção do aeroporto, o que agora se mostra muito positivo. De concreto, o Aeroporto de Guarujá será mais uma oportunidade para alavancar o desenvolvimento da Baixada Santista. Por isso, é de interesse de todas as lideranças e do setor privado que as próximas etapas de sua instalação sejam rapidamente destravadas. Para poder assinar a ordem de serviço, o prefeito recebeu neste mês autorização da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e, poucos dias depois, do Comando da Aeronáutica (Comaer). As obras tocadas pela Terracom têm custo de R\$ 19 milhões, com recursos do Governo Federal. Entre as ações programadas estão reforma e adequação da pista, de 1.390 metros de comprimento, e proteção para as operações, inclusive para a fauna. Concluídas as obras e resolvidas eventuais questões burocráticas, haverá ainda o desafio do aeroporto se tornar viável economicamente, atraindo companhias aéreas, prestadores de serviços e passageiros. Há dificuldades no setor, como empresas altamente endividadas desde a pandemia e passagens com preços inflacionados, mas a demanda por transporte aéreo em um país continental é inegável. A localização próxima à maior cidade do País, com Congonhas no limite da capacidade, e o turismo local fundamentam as oportunidades de investimentos. O plano é contar com aeronaves para até 72 passageiros. Para A Tribuna, Suman disse que espera realização a licitação do terminal de passageiros, outra etapa necessária, ainda neste semestre. Espera-se que fases mais burocráticas tenham sido resolvidas e que o empreendimento entre em operação rapidamente.