[[legacy_image_137300]] Com a retomada do trabalho presencial, o movimento mais forte do comércio neste período de festas e a volta das casas noturnas, o segmento de restaurantes também está em recuperação, apesar de ainda sofrer com os efeitos econômicos da pandemia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo uma pesquisa da Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), divulgada em reportagem do jornal Valor, 37% dos estabelecimentos do setor no País já conseguem faturar mais do que o período pré-pandemia, enquanto 19% registram pelo menos o faturamento nominal (perdem se for considerada a inflação do período). Mas 44% ainda registram menos do que conseguiam em março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o início da pandemia. Pelo menos, os donos desses comércios contam com a expectativa de melhora gradual, ainda que a economia esteja em baixa rotação e deverá passar por um período de juros básicos de dois dígitos. A recuperação dos restaurantes é de grande importância para a economia brasileira, principalmente para a da Baixada Santista, onde a categoria é numerosa por se tratar de uma região turística. A sustentação econômica de milhares de estabelecimentos de pequeno e médio portes tem impacto social relevante. Um balanço da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), também publicada pelo Valor, indica que o segmento de restaurantes cortou 142 mil empregos na pandemia. Apesar de tantos postos perdidos, esse dado indica alguma melhora, pois em agosto do ano passado eram mais de 300 mil vagas fechadas. Deve-se notar que esse segmento tem uma importância social por empregar uma camada de trabalhadores de baixa e média capacitação e disseminada por todo o País, atuando inclusive nas periferias. De acordo com a CNC, o faturamento do setor (bares, restaurantes e similares) caiu 10,6% no ano passado, mas não conseguiu se recompor totalmente em 2021, com crescimento estimado de 6,8%. Para 2022, a expectativa é de uma expansão tímida de 1,7%. Além dos juros altos desestimularem a retomada, especialistas da área acham que a faixa etária acima dos 60 anos ainda não voltou a frequentar os restaurantes como antes, assim como a clientela corporativa. Mas isso é questão de tempo e também do próprio andamento da vacinação e do cerco a eventuais variantes da covid-19. O crédito é outro ponto sensível para a retomada dos restaurantes - muitos empresários do setor se endividaram durante a pandemia. Mesmo que o governo tenha apoiado com linhas específicas contra a covid, a subida da Selic, que corrige esses contratos, já começa a asfixiar esses empresários, o que precisa ser monitorado pelo Ministério da Saúde. Já os comerciantes que eventualmente precisam de crédito, daqui para frente terão dificuldades com as taxas mais elevadas. São problemas que a equipe econômica precisa ficar mais atenta devido à dimensão desse setor no País.