Desde junho na gestão do Aeroporto de Guarujá, a Infraero já começou a implantar melhorias no empreendimento, na Base Aérea de Santos, o que é um alento. Com a previsão de conclusão das obras em outubro do próximo ano, a operação de voos comerciais vai depender de vistoria da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Entretanto, devido à demora para a implantação do projeto, é possível que o início das atividades ocorra em meio às condições desafiadoras impostas pela pandemia ao setor aéreo, que agora se encontra profundamente endividado e com sérios problemas de caixa. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo a Prefeitura de Guarujá, o objetivo é futuramente conceder o aeroporto ao setor privado, o que é uma medida correta. Antes, toda a fase de implantação, com atualização das estruturas e modernização, será feita pela Infraero, que é uma estatal federal e que pode dar confiabilidade aos investidores da iniciativa privada. No caso de Guarujá, nas idas e vindas do empreendimento, a Azul demonstrou interesse em operar no aeroporto. A depender de mudanças que o setor sofra daqui para a frente com o novo normal da pandemia, Guarujá deverá atender passageiros do Interior Paulista ou mesmo da Capital de forma alternativa, considerando eventual congestionamento do tráfego aéreo. Porém, a eficiência da Infraero na gestão comercial e operacional do aeroporto será decisiva para o sucesso de Guarujá, considerando a vocação regional e também para aviões comerciais de menor porte. A pandemia restringiu o setor da aviação, mas ele vai sobreviver - basta observar as dimensões do País. Tanto que o setor continua a atrair novas empresas, como a Itapemirim, que assim como a Gol e Passaredo, migra do modal rodoviário para o aéreo, já com aviões e pessoal em contratação. Por outro lado, o crescimento das cidades interioranas devido ao agronegócio e à pulverização das indústrias e dos serviços geraram uma necessidade de investimentos na aviação que mal começou a ser atendida. Resta saber como as grandes companhias – Latam, Gol e Azul – sairão da pandemia e se o socorro financeiro do governo será suficiente para que recuperem rapidamente a capacidade de investimento. Na mesma reportagem publicada ontem em A Tribuna, a Infraero afirmou que já realiza as ações para a obtenção do licenciamento ambiental, cumprindo as exigências da agência estatal paulista Cetesb. Como já é de conhecimento que as autorizações da área são morosas para empreendimentos na região, espera-se que a Infraero, por sua própria experiência em outras partes do País, consiga seguir adequadamente os trâmites nessa área. O andamento do projeto também depende do esforço da Prefeitura de Guarujá de continuamente superar eventuais barreiras burocráticas. O empreendimento é importante para a região e também para atrair futuras investimentos devido à mobilidade também por modal aéreo.