[[legacy_image_135866]] A incerteza é o pior dos venenos para um indivíduo, uma empresa ou mesmo países, pois ninguém consegue estabelecer planos confiáveis ou saber qual dose de esforço pode ser adotada. E essa indecisão é o que a variante Ômicron do novo coronavírus mais tem provocado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A expectativa é de que, com a vacinação, essa cepa causaria sintomas brandos, com baixo risco de mortes. Mas, como se espalha com incrível agilidade, pode infectar muito mais gente e, em uma escala gigantesca, acabará causando muitas mortes. Por isso, mesmo que várias dúvidas persistam, alguns governos da Europa, como a Holanda, começam a adotar lockdowns em plena época de confraternização das famílias. A ideia é bloquear a Ômicron ou pelo menos retardar seu avanço, dando tempo para as autoridades sanitárias reagirem com algum conhecimento sobre o que estarão combatendo. No caso do Brasil, a preocupação é mais moderada, mas está em ascensão. Enquanto há uma disputa política sobre exigir ou não o comprovante de vacina de viajantes que chegam ao País, a barreira aérea a cada dia perde importância. Casos de transmissões locais, sem que o infectado tenha retornado do exterior, já são computados. Na segunda-feira, o governo finalmente decidiu adotar a comprovação do imunizante nos aeroportos, mas deixou para os não vacinados residentes a possibilidade de optar pela quarentena, que não se sabe como será fiscalizada. Portanto, a história se repete e o vírus, na luta pela sobrevivência, continua aproveitando brechas geradas pelos políticos para se espalhar. Como na Europa já há mortes atribuídas à Ômicron, os mercados se retraíram com força nesse continente, nos Estados Unidos e nos emergentes, incluindo o petróleo (um alívio para os motoristas brasileiros com a ajuda do vírus) e as criptomoedas. Ao longo da segunda-feira, os meios de comunicação dispararam notícias preocupantes sobre a doença, como metade dos casos registrados nos EUA provocada pelo nova cepa e no Reino Unido ela se tornando a transmissora dominante, superando a Delta. No território britânico, sob impacto da Ômicron, o número de contaminados subiu 50% em uma semana. A preocupação dos investidores é com o impacto das medidas sanitárias sobre a economia, principalmente nas companhias de transporte e o comércio. A questão é se a dosagem do rigor será elevada e quanto tempo irá durar, resultando na incerteza que tanto castiga os países em pleno século da virada tecnológica. Ainda que as autoridades alertem que a Ômicron consegue contaminar vacinados, a imunização em massa continua sendo a principal arma contra o vírus. Isso porque a livre circulação da covid pode estimular o desenvolvimento de variantes mais potentes – e a Ômicron seria uma prova. No Brasil, a Delta não atingiu as proporções esperadas, mas isso não significa que se deva esperar o mesmo da Ômicron.