[[legacy_image_167522]] Depois de um período fortemente afetado pelas consequências da covid-19, os roteiros internacionais voltarão a ser opção para os cruzeiros na temporada 2022/2023. De acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), o período porvir contará com o dobro de navios em relação à última temporada, o que vai gerar a criação de 44 mil empregos diretos e indiretos e um impacto econômico de R\$ 3,3 bilhões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ainda que as estimativas precisem se confirmar, é importante estar diante de prognósticos favoráveis. Principalmente levando em consideração todos os contratempos e dificuldades vividos nos últimos meses em um setor tão importante para o turismo nacional e a economia local. Quando não cancelou cruzeiros, a pandemia os encurtou ou os transformou em um grande transtorno para todos aqueles que estavam nos navios, viajando ou trabalhando. Isolamento forçado, desencontros, cuidados de saúde improvisados e o próprio medo de ficar doente em um espaço destinado ao lazer fizeram da última temporada um episódio dos mais amargos. A própria restrição das viagens à costa brasileira derivou das graves intempéries sanitárias por que passou o Brasil, agravadas pela falta de capacidade governamental em lidar com o assunto. Mesmo com todos os ventos contra, que em linhas gerais resultaram em um intervalo de 20 meses sem cruzeiros em quase dois anos, profissionais do setor comemoram os resultados da atual temporada, que só vai chegar ao fim na segunda quinzena do mês. Conforme balanço da Clia Brasil, o impacto do setor de cruzeiros na economia foi de R\$ 1,1 bilhão após 56 roteiros e 183 paradas, com quase 14 mil empregos diretos e indiretos gerados. Com a perspectiva positiva, os operadores do setor se animam. Presidente da Associação dos Profissionais do Turismo da Baixada Santista (APT), Eduardo Silveira afirma que já é possível perceber um clima favorável em relação ao próximo verão. O que é essencial em um segmento de tamanha relevância para a economia nacional. Em momento no qual a inflação elevada atrapalha um retorno consistente do consumo, com famílias em dificuldades e um alto índice de desemprego, notícias como o balanço positivo após uma temporada cheia de obstáculos e a previsão de crescimento para o futuro trazem alento. Porém, é preciso manter a cautela. Afinal, mesmo com os números de casos e de mortes pela covid-19 em declínio, o fim da pandemia não chegou. E na última quinta-feira, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de covid-19 no Brasil provocado pela ômicron XE, recombinação das sublinhagens BA.1 e BA.2 da variante do coronavírus. As análises iniciais ainda não permitem definir o quanto ela pode afetar o infectado, apenas que ela aparenta ser mais transmissível do que a BA.2. Por isso, e pela incerteza do que vem pela frente no combate à doença, é prudente redobrar a atenção.