[[legacy_image_302653]] Todos os anos, os amazonenses estão acostumados a enfrentar uma seca nesta época do ano.Entretanto, desta vez, ela começou mais cedoecientistas acham quepoderádurarmais,até2024. As águas, em níveis baixos quase recorde, estão muito mais quentes,motivo que ospesquisadoresapontam para a mortede pelo menos 100 botosrosaseostucuxisna região de Tefé, 550 quilômetros acima de Manaus.Assim como no caso das tempestades da Região Sul, o calor e a secura do Amazonas, dizemambientalistas, estãorelacionadosao ElNiño,queelevoua temperatura do Pacífico, e também à costa do Nordeste, queficou mais abafada. Osnegacionistasalegamquea falta de chuvas na Amazônia é sazonal, mas uma das principais características das mudanças climáticas é acentuaros fenômenos, como calorãoou enxurradas violentas.E essa adversidade não é nada boa para o Sul-Sudeste,poisaschuvas amazônicas garantemtemperaturas moderadaseboa produção agrícola. Não se deve esquecer ainda que uma das previsõeséque o ElNiñovai fazeroNordeste reviver duros tempos de seca. Portanto,aumentou orisco para oagronegócio, osuporte do crescimento do País neste ano. Mas não é apenas pelos prejuízos econômicos que os transtornos climáticos devem ser observados. Uma floresta amazônica seca facilita o trabalho daexpansão destruidora, com a derrubada da mata para traficar madeira, a pesca ilegal com potencial de extinção de peixes hoje ainda abundantes e a abertura deflancos para o garimpo avançar com o envenenamento dos rios. As redes sociais hoje permitem acompanhar de perto a dimensão da seca no Amazonas. Moradores de Manaus registram o horizonte tomado pela fumaça, com o céu cinza, enquanto os ribeirinhos, cujas casas ficam sobre as águas e passam muitas dificuldades nas cheias, agoraenfrentam o barro duro. Conforme o jornal Valor, agricultores que fornecem frutas e verdurasàs pequenas cidades e Manausprecisam buscar água a distâncias cada vez maiores. Mas o grande drama está nos próprios rios,mesmo osgrandes,como Solimõese Negro.Em muitos trechos estão tão rasos que não há mais navegação ou ela é feita apenas por canoas pequenas. Isso é uma tragédia para o transporte de alimentos, materiais de construção e móveisou mesmo dospassageiros.O estado tem 62 municípiose pelo menos 50 já decretaram estado de emergência devido aos rios baixos. Os problemas desse estado tão distante dos paulistas interessam e precisamser acompanhados. O socorro emergencialparece estar sendo providenciado pelos governos locais e pela União, mas também é preciso cobrar soluções contra a destruição da mata ou de processos da modernidade que emitem gases poluindo o planeta.Ainda há muita conversa sobre a proteção ao meio ambiente, mas pouco efetivamente tem sido feito, com os recados do clima se avolumando neste ano.