[[legacy_image_257196]] A inclusão de Santos, Praia Grande, Guarujá e São Vicente entre as cidades mais empreendedoras do Brasil permite comparar vantagens para melhorar suas qualidades competitivas e apontar falhas para fazer os ajustes necessários. Essa pesquisa foi desenvolvida pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), que anualmente divulga o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE). O mais interessante é com esse trabalho poder identificar vários exemplos de progresso pelo País. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Há destaques surpreendentes, como Marabá, melhor avaliada que a própria capital paraense – Belém, Florianópolis à frente de São Paulo em várias análises, o impressionante desenvolvimento de Osasco e a transformação de pequenos municípios em polos regionais por meio do agronegócio ou da guerra fiscal. Santos aparece como a 52ª cidade empreendedora do País, a melhor posição entre as quatro da região no índice – o critério de 101 municípios mais populosos para participar da análise excluiu Cubatão, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá e Bertioga. O mais interessante é que Santos fica uma posição atrás de Recife (PE), um dos principais polos turísticos do País e um centro arrojado da tecnologia da informação. Santos, que tem índices socioeconômicos que definem uma vantagem em qualidade de vida, é quase alcançada por Praia Grande, que está em 54º e supera Franca (56º) e Betim (62º), duas das cidades mais industrializadas do Brasil. Segundo a Enap, Praia Grande avançou, entre outros itens, devido ao aumento do Produto Interno Bruto (PIB) local e à poupança per capita (investimentos financeiros por habitante), o que deve ser resultado direto da expansão populacional acelerada. Apesar das muitas disparidades entre as quatro cidades da região ranqueadas, o Enap diz que elas se destacam no País com a proporção de adultos com Ensino Médio completo, indicando que a educação no Brasil, onde há muita desigualdade na formação escolar, é um fator competitivo muito importante entre os municípios. Aliás, a Enap elaborou ranking específico de capital humano, que reflete a importância da qualidade da mão de obra. Apesar de São Paulo ter a melhor universidade do País e os salários de maior renda, ela aparece apenas em 52º (em capital humano), talvez refletindo parte de uma população que não consegue usufruir individualmente dessa riqueza socioeconômica. As líderes nessa especialidade são Florianópolis (SC), Vitória (ES), Santa Maria (RS), Porto Alegre (RS), Bauru (SP), Vila Velha (ES), Limeira (SP), Niterói (RJ) e Teresina (PI). Com exceção de Porto Alegre e Teresina (que tem bons resultados no ensino), são municípios médios ou na periferia das capitais que se aproveitam das necessidades das vizinhas mais ricas e oferecem serviços e produtos específicos. O diferencial da qualidade da educação e o investimento em urbanização são, com certeza, fatores de progresso ao longo de décadas.