[[legacy_image_242868]] A expansão do sistema de Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista é uma conquista para a melhora da mobilidade na região e merece total apoio das prefeituras e da sociedade. Conforme A Tribuna publicou no último domingo, o VLT terá uma terceira fase, ligando o Terminal Barreiros a Samaritá, na Área Continental de São Vicente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Hoje, já está em operação a linha entre Barreiros e o Terminal Porto, em Santos. Há ainda um segundo trecho, em obras, que ligará a Estação Conselheiro Nébias ao Valongo, em Santos. A expectativa é que a primeira viagem da expansão (Barreiros-Samaritá) seja realizada apenas em 2027, de acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Trata-se de um prazo bem esticado que mereceria ser encurtado pela qualidade do serviço que o VLT pode garantir a essa população, que a duras penas se dirige aos centros de São Vicente e Santos para trabalhar e estudar. Entretanto, o projeto inclui a ponte Jornal A Tribuna, conhecida também como dos Barreiros, que passará por uma reforma prevista para terminar em 2025 e que vai integrar o VLT. No total, incluindo o terceiro trecho, o investimento total será de R\$ 505 milhões. Começa aí outro desafio, que é garantir os recursos públicos para a execução da obra, inclusive dentro do prazo, pois os atrasos são rotineiros em projetos de infraestrutura pelo País, assim como a falta de verbas. Estes problemas precisam sempre ser bem acompanhados porque os orçamentos públicos no Brasil estão geralmente comprometidos com folha de salários do funcionalismo, custos em geral da máquina estatal e, agora, com programas sociais que vêm sendo expandidos de uma forma sem precedentes. No fim das contas, a margem para realizar investimentos, como no setor de infraestrutura, o que inclui transportes, é muito apertada. Isso traz muito risco porque o Brasil poderá passar por um desequilíbrio fiscal neste e nos próximos anos se as condições macroeconômicas (juros básicos, desemprego, arrecadação de impostos e déficit público) se deteriorarem ou os governos ampliarem os gastos acima do razoável. São Paulo está em uma situação estável e bem confortável se comparada com a de outros estados e o governador Tarcísio de Freitas herdou um caixa robusto para realizar seus projetos. Mas, se tratando de Brasil, onde há muita instabilidade econômica e baixo crescimento, surpresas poderão atrapalhar. Crise e tendências econômicas à parte, uma política pública de investimento prioritário em transporte público é de extrema importância. Hoje o acesso dos moradores das periferias às regiões centrais ou de maior atratividade comercial é realizado por sistemas de má qualidade, considerando demora e desconforto. A forma para corrigir essas falhas é ampliar a oferta de trens, o que inclui o VLT. Para isso, é preciso investir em programas de longo prazo para que os projetos tenham verba garantida.