[[legacy_image_87760]] Epicentro da covid-19 no fim de 2019, Wuhan terá todos os seus 11 milhões de habitantes testados pelo governo chinês. Simultaneamente, as autoridades restringiram as viagens para a capital Pequim, em um roteiro bem parecido com o de há quase dois anos. Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden pediu aos americanos que se vacinem, alertando que o novo coronavírus se espalha por onde a imunização desacelerou. Ele citou o Texas e a Flórida como estados onde o vírus avança. Na capa do site do jornal The New York Times, o boletim da covid-19 indica 371 mortes diárias, um terço da média brasileira, mas com 92 mil casos por dia – um total bem acima da média diária de 35 mil do Brasil. O quadro na China e EUA é associado à variante Delta que, portanto, dá novos contornos sobre as perspectivas de uma retomada ainda neste ano. O prognóstico dos economistas dos grandes bancos e do Fundo Monetário Internacional ainda é de uma recuperação mais acelerada. Entretanto, ainda não embute possibilidades restritivas motivadas pela Delta, até porque sua escalada é bem recente e não se sabe se será persistente frente aos programas de vacinação em curso no mundo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A pergunta que ainda não tem resposta é se essa variante vai esticar a pandemia até o próximo ano em níveis que imponham restrições sanitárias novamente. Por isso, por mais que se queira o fim da pandemia, ainda não se pode trabalhar em clima de fim da doença. Os governos já destinaram ou aplicam neste momento US\$ 25 trilhões (14 vezes o PIB brasileiro) em estímulos, um montante inédito e de altíssimo potencial inflacionário, mas considerado essencial para reerguer o crescimento econômico. Porém, com a continuidade da covid-19, fica o risco dela voltar a impor a incerteza no mundo, o que envenena os investimentos e a disposição para consumir. No caso brasileiro, é difícil imaginar para onde se vai até porque o País não teve alívio. Alguns cientistas acham que a primeira onda não acabou, então não se pode falar em segunda. Outros dizem que as duas se misturaram ou talvez que a covid esteja finalmente descendente no País. Ainda há a boa notícia de que a vacinação avança, apesar do atraso em relação a outros países e a vantagem do hábito da imunização enraizada na população e disponibilizada por um sistema de saúde universal. Por aqui, pesquisas indicam que apenas 20% não pensam em se imunizar. Levantamentos na França e Alemanha já indicaram rejeição de 40% em alguns regiões e acima de 50% na Rússia. Nos EUA, há estados com imunização completa de apenas 30%. Também se deve trabalhar com a hipótese de uma covid-19 mais branda devido à vacinação mundial, mas persistente enquanto não se descobrir imunizantes mais eficientes. De qualquer forma, enquanto a doença se manifestar em um país, os outros ainda estarão ameaçados. Daí a necessidade de investir mais em pesquisa e levar as vacinas para todos os cantos.